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Congresso Nacional discute revisão da meta fiscal de R$170 bi defendida por Temer e Jucá

© Lula Marques/Agência PTMinistro do Planejamento Romero Jucá e presidente interino Michel Temer
Ministro do Planejamento Romero Jucá e presidente interino Michel Temer - Sputnik Brasil
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Acontece nesta terça-feira (24) o início da sessão de votação no Congresso Nacional sobre a proposta defendida pelo exonerado ministro interino do Planejamento, Romero Jucá (PMDB), de rever a meta fiscal para 2016. Após os eventos de ontem, a reunião promete dar o que falar.

A nova proposta do governo interino de Michel Temer – que, apesar dos gritos de “golpista” por parte dos manifestantes, foi pessoalmente entregar o texto ao presidente do Congresso Nacional nesta segunda-feira (23) – calcula um déficit das contas públicas de até R$ 170,5 bilhões este ano. Inicialmente, o governo da presidenta afastada, Dilma Rousseff, havia previsto um déficit de R$ 96,65 bilhões.

“Eu soube que o déficit já teria passado de R$ 160 bilhões. O ministro Romero Jucá falou, trouxe informações que os cálculos já passam de R$ 160 bilhões e isso é preocupante”, disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), na última quarta-feira (18), antes dos eventos desta segunda.

O problema é que, ao contrário do que fez Dilma, a equipe de Temer não especifica os itens do projeto de lei para justificar o gasto de R$150 bi nos próximos oito meses (dado que o cálculo de gastos para os quatro primeiros é de cerca de R$20 bi).

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“Nós vamos obstruir a sessão do Senado, da Câmara, do Congresso Nacional; nós não vamos aceitar a alteração da meta fiscal. Essa meta foi proposta pelo senador e atual ministro do Planejamento Romero Jucá. Inclusive (…), encerro dizendo isso com muito cinismo, porque eles afastaram a presidenta Dilma com um discurso, o discurso de que ela não cumpriu a meta fiscal, de que ninguém podia gastar mais do que arrecada… Na outra semana eles mudam de opinião! Ampliaram gastos, e estão dizendo que o rombo de R$170 bi é da Dilma! Sabe qual é o déficit nos três meses – janeiro, fevereiro e março? R$15 bi. Com abril, o cálculo é que chegue a R$20 bi, em quatro meses. Os outros R$150 [bi] é deles [sic]. Eu pergunto: o que é que está por trás dessa conta? Tão querendo pagar a conta do impeachment?”

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