Luta por Aleppo pode pôr fim ao desígnio imperial de Erdogan

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Ambições políticas de Erdogan de ressurgimento do Império Otomano acabarão em Aleppo, explica a analista Shakdam.

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O futuro da Síria está agora sendo decidido em Aleppo, e não em Damasco ou Genebra. Se o exército da Síria e os seus aliados conseguirem ganhar a batalha por Aleppo eles vão não só terminar a guerra mas também arruinar os planos do presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan, que está suportando os grupos de radicais na Síria, comunica a analista Catherine Shakdam. 

O cessar-fogo em Aleppo é apadrinhado pela Rússia e Estados Unidos. Mas a situação na cidade continua bastante complicada. 

“A província de Aleppo está emergindo como o foco da guerra na Síria, com muitas operações militares já iniciadas e muitas outras estando para vir. A batalha maior e mais decisiva dos atuais combates na região é a batalha entre os rebeldes e os legalistas”, diz-se no relatório da empresa analítica Stratfor. 

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Enquanto o governo da Síria tenta fortalecer as suas posições com as vitórias em Aleppo, os rebeldes estão lutando pela sobrevivência da sua causa. 

Grupos diferentes de rebeldes estão efetuando ofensivas em Aleppo, incluindo a Frente al-Nusra, o Ahrar al Sham e o Exército Livre da Síria. No entanto, os avanços do Exército da Síria e dos seus aliados, apoiados por ataques aéreos de aviões russos, abortaram as tentativas de militantes de intensificar a sua presença. 

O conflito na Síria envolve muitas forças diferentes, algumas das quais não estão interessadas no fim da guerra, disse o analista russo Azhdar Kurtov em uma entrevista ao jornal Vzglyad.

“Os grupos radicais têm posições fortes perto de Aleppo. Eles não estão dispostos a aceitar o compromisso com Assad. Muitos deles têm financiadores estrangeiros como a Turquia e a Arábia Saudita. Mesmo que Moscou e Washington tenham a mesma posição sobre o conflito, Ancara e Riad continuarão suportando os terroristas”, acrescentou ele. 

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Ele sublinhou que os grupos radicais na Síria farão tudo para enfraquecer o cessar fogo. 

Na sexta feira, a imprensa da União Patriótica do Curdistão comunicou que soldados turcos, acompanhados por dois tanques, entraram em território sírio perto da cidade turca de Nusaybin. 

Erdogan, que é obcecado por ambições de reestabelecer o Império Otomano, está pronto para enviar as tropas para a Síria, num esforço para suportar os grupos terroristas, escreve Catherine Shakdam no artigo publicado na agência New Eastern Outlook. 

“No entanto, tal movimento imprudente pode levar a carreira politica de Erdogan ao colapso, acrescentou a analista. Caso a Turquia invada o território da Síria, tanto os seus aliados como a Rússia e o Irã darão uma resposta militar.”

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“Erdogan está enviando um sinal à OTAN e aos parceiros europeus da Turquia: eles devem fechar os olhos a sua possível agressão na Síria, ou eles vão enfrentar novos fluxos de migrantes”, diz-se no artigo. 

Considerando que a Turquia suportou o terrorismo na Síria durante muito tempo para alcançar as suas ambições políticas, Erdogan representa uma ameaça direta para a Europa, conclui a analista.

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