Jornalistas russos ficam sob fogo do exército da Ucrânia (VÍDEO)

© AFP 2022 / GENYA SAVILOV Guarda nacional da Ucrânia
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O correspondente de Rádio Televisão Estatal da Rússia (VGTRK) Stanislav Nazarov confirmou a informação sobre o bombardeamento de um grupo de jornalistas do canal Rossiya por parte de militantes da Ucrânia na estrada Donetsk-Gorlovka.

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Anteriormente, o Ministério da Defesa da República Popular de Donetsk tinha comunicado que o grupo do canal da televisão Rossiya foi bombardeado na zona de um posto de controlo. Segundo os dados, não houve vítimas entre os jornalistas. 

“Representantes do grupo de televisão, acompanhados pelo exército da República Popular, chegaram a pé à zona mais perigosa de Donbass, a povoação de Yasinovataya” comunica a agência Vesti citando o correspondente Nazarov.  

Segundo ele, os militares ucranianos usaram morteiros de calibre superior a 82 milímetros, lança-granadas e armas ligeiras. Os ataques foram realizados por pessoas que se deslocavam na zona da aldeia de Avdeevka. 

A pressão foi feita não somente contra os jornalistas, mas também contra a missão da OSCE

Os representantes da Guarda Nacional ucraniana ameaçaram com armas os membros da Missão Especial de Monitoramento (SMM) da OSCE na estação de controle terrestre de aviões não tripulados no Donbass, contou à RIA Novosti o porta-voz da missão.

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Segundo ele, o incidente aconteceu em 13 de maio. Imediatamente após o drone da SMM ter aterrissado, no território da estação na aldeia de Stepanovka apareceram cinco homens armados em um veículo Cougar, que se apresentaram como membros da Guarda Nacional ucraniana.

"Ao se aproximarem dos membros da CMM, os homens armados começaram a intimidar os observadores. Assim, um dos homens armados, que se apresentou como tenente, carregou a arma e ordenou aos membros da missão de não se moverem, os outros quatro homens também apontaram os rifles de assalto contra os representantes da CMM", disse o porta-voz da missão da OSCE.

Eles exigiram que os observadores apresentassem os seus documentos.

"Depois disso, os homens armados ligaram a um oficial ucraniano da Força Aérea e deixaram a base", acrescentou ele.

A Missão Especial de Monitoramento (SMM) da OSCE está presente na região de Donbass desde março de 2014. A principal tarefa dos observadores consiste em controlar a situação e estabelecer um diálogo entre as partes do conflito.

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Em abril de 2014, Kiev iniciou uma operação militar nas províncias de Donetsk e Lugansk para apagar os focos de insatisfação com a mudança violenta de poder no país, ocorrida em fevereiro do mesmo ano. As hostilidades deixaram mais de nove mil mortos e 20.700 feridos, segundo números da ONU.

A questão da solução do conflito está sendo discutida, inclusive no âmbito dos encontros do grupo de contato em Minsk que desde setembro de 2014 já aprovou três documentos que regulamentam os passos de diminuição da tensão, inclusive a. Porém, os dois lados do conflito denunciam violações regulares da trégua alcançada.

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O último documento – de 12 de fevereiro de 2015 – prevê um cessar-fogo total no leste da Ucrânia, a retirada de armas pesadas da linha de contato e criação de uma zona de segurança, assim como uma reforma constitucional com a entrada em vigor até o final do ano de 2015 de uma nova Constituição (o que não se deu ainda em 2016). Esta deve ter a descentralização como elemento-chave (tendo em conta as particularidades das regiões de Donetsk e Lugansk, acordadas com os representantes destas áreas), devendo também ser aprovada legislação sobre o estatuto especial de Donetsk e Lugansk.

Os dois lados não conseguiram cumprir os acordos até o final de 2015, conforme estava previsto inicialmente. Então, o prazo de realização dos acordos foi prolongado para 2016.

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