‘Não podemos ficar calados’: Irã exige indenização aos EUA

CC BY 2.0 / Bastian / The "US Den of Espionage" in Tehran, formerly known as the US Embassy, has many anti-American paintings on its outer walls 2007
The US Den of Espionage in Tehran, formerly known as the US Embassy, has many anti-American paintings on its outer walls 2007 - Sputnik Brasil
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O Parlamento do Irã (Majlis) aprovou o projeto de lei que chama o governo a apresentar uma queixa contra os EUA e exigir uma indenização pelo dano causado ao Irã em 1953, informou a agência ISNA.

Dos 216 membros do Majlis, 181 votaram a favor do projeto. O texto do documento diz que os EUA realizaram várias ações para adquirir ativos iranianos congelados que estavam fora do país, bem como tentativas de confiscá-los através vereditos judiciais.

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Além disso, informou a agência, o parlamento chama o governo iraniano a exigir uma indenização pela “libertação de espiões americanos, com base no Acordo de Argel, apesar das acusações contra eles de espionagem”, bem como o pagamento de 2 milhões de dólares por “acusações infundadas relativamente às explosões no Líbano em 1983 e na Arábia Saudita em 1996”.

Hossein Sheikholeslam, o conselheiro do presidente do Majlis para assuntos internacionais, contou à Sputnik outros pormenores do processo judicial contra os EUA.

“As ações dos EUA nesta questão contradizem todos os normas do direito internacional. <…> As ações dos EUA são ilegais, mas bem pensadas. <…> Eles forçaram os tribunais a tomar uma decisão sobre o caso, que não tem nada a ver com o Irã”, disse.

É geralmente sabido (e o entrevistado mais uma vez sublinhou) que a questão teve lugar no tempo da invasão israelita do Líbano, quando as tropas norte-americanas estavam do lado de Israel.

“As forças de resistência libanesas se opunham aos invasores e seus aliados. Assim, o Irã não teve nada a ver com o que aconteceu. Esta questão foi entregue aos tribunais pelo Congresso dos EUA, para deste modo a transformar de uma questão política em judicial. Exatamente por via desta pressão, os EUA querem ficar com bens do Irã, congelando ativos financeiros. Nós, claramente, somos contra tais ações e não podemos ficar calados”, disse.

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Assim, o Irã dirigirá a queixa ao Tribunal Internacional de Haia, protestando contra tais ações das autoridades dos EUA.

“Desde o golpe de 1953, organizado pelos serviços secretos americanos, foram realizadas torturas e assassinatos de cidadãos iranianos inocentes”, sublinhou.

Os membros do Parlamento iraniano opinam que “a participação dos EUA no golpe de 1953, o apoio a Saddam Hussein, <…> ao regime da Arábia Saudita e a terroristas, que levaram as vidas de 17 mil pessoas, é a prova clara de que os EUA apoiam o terrorismo, o que, na maioria de casos, infelizmente, passou despercebido”, informou a ISNA.

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