África do Norte e Oriente Médio confiam em Moscou para manter sua segurança

© Sputnik / Grigoriy Sisoev / Abrir o banco de imagensMarch 15, 2016. Russian President Vladimir Putin, right, and King Mohammed VI of Morocco meet in the Kremlin
March 15, 2016. Russian President Vladimir Putin, right, and King Mohammed VI of Morocco meet in the Kremlin - Sputnik Brasil
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Enquanto o presidente turco Recep Tayyip Erdogan se retrata o si mesmo como “o governador político” do mundo muçulmano, tais países como Marrocos, Tunísia e Argélia estão virando para a cooperação com a Rússia.

Os três países africanos estão enfrentando a ameaça de violência jihadista e querem melhorar o seu sistema de defesa e, depois do sucesso da Rússia na Síria, estão se orientando para Moscou, informa um artigo no jornal turco BirGun. A cooperação entre a Rússia e os países muçulmanos, especialmente na África do Norte, está se desenvolvendo.

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A Rússia e Marrocos têm uma longa história das relações de amizade e mutuamente vantajosas. Apesar das posições diferentes sobre alguns assuntos políticas, incluindo a crise na Síria, o reino africano precisa de cooperação técnica e militar para manter a segurança nacional.

Em março, o rei de Marrocos Mohamed VI fez uma visita a Moscou que, tradicionalmente, resultou em um número de acordos importantes. Em 2014, a Rússia foi o nono maior parceiro de Marrocos, aumentando os investimentos neste país devido à sua situação política estável.

No que se refere à Tunísia, a sua virada para Moscou aconteceu em março, depois de militantes do Daesh terem atacado a cidade de Ben Guerdan, situada perto da fronteira líbia.

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A intensificação dos laços russo-tunisinos se iniciou devido ao comércio: Moscou  reduziu as barreiras aduaneiras para mercadorias tunisinas. Os dois países também deram passos no sentido de desenvolver a cooperação militar.

A Argélia, outro país do Norte de África, começou a introduzir rigorosas medidas de defesa. No ano passado, o país comprou uma dúzia de caças Su-32 e Su-34, no valor de cerca de $500-600 milhões (R1,7-2 bi), helicópteros de ataque Mi-28NE e um avião de transporte Il-76MD-90A. Recentemente, a Rússia enviou à Argélia um satélite que vai permitir monitorar a situação nas fronteiras com a Tunísia, a Líbia, o Mali e o Niger.

De acordo com o artigo, a razão do desenvolvimento da cooperação entre os países muçulmanos e a Rússia é que Moscou pode oferecer mais do que os EUA e outros países ocidentais, que raramente compartilham dados dos serviços secretos.

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Segundo o Instituto de Pesquisas de Paz Internacional de Estocolmo, ao longo da década passada as importações de armas e equipamento militar pela Argélia e Marrocos aumentaram em 19%.

Ao contrário das previsões, o envolvimento da Rússia no conflito sírio não alterou a orientação da África do Norte e do Oriente Médio em relação a Moscou.

“Agora a Rússia é uma potência global e os países muçulmanos, faceando ameaças à segurança, estão buscando a cooperação militar com Moscou”, concluiu o autor.

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