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Henrique Meirelles: prioridade de Temer é conter despesas e queda de investimentos no país

© Marcelo Camargo/Agência BrasilHenrique Meirelles concede primeira entrevista coletiva como ministro da Fazenda
Henrique Meirelles concede primeira entrevista coletiva como ministro da Fazenda - Sputnik Brasil
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Depois de participar nesta sexta-feira(13), da 1ª reunião ministerial liderada pelo Presidente interino Michel Temer, o Ministro da Fazenda e da Previdência Social, Henrique Meirelles concedeu coletiva à imprensa, e falou sobre os desafios do novo governo, como o controle de despesas para evitar o crescimento real dos gastos públicos.

De acordo com Meirelles, o país aguarda uma ação e uma mudança no itinerário da economia. Ele ressaltou que o momento é de recessão e não descartou a possibilidade de aumento de impostos no país, garantindo, no entanto, que se houver será temporário.

“A prioridade hoje é o equilíbrio fiscal, isto é, a estabilização do crescimento da dívida pública. Não há dúvida de que caso seja necessário um tributo, ele será aplicado, ou será proposto, mas certamente será temporário, porque sabemos que o nível de tributação já é elevado, e que isso já é um fator negativo para o crescimento econômico, com um nível de tributação dos mais elevados entre os países emergentes.”

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Henrique Meirelles disse que neste momento não vão ser anunciadas medidas econômicas, pois apesar da pressa do governo, é importante que as medidas sejam definitivas, para que não sejam revertidas depois de um tempo.

“O importante é que as medidas sejam anunciadas no momento certo, depois de maturadas, e que tenham um potencial de fato de aprovação pelo Congresso Nacional. Vivemos em uma democracia. Muitas dessas medidas deverão ser aprovadas pelo Congresso, então, é importante que já haja algum tipo de ideia sobre o potencial de fato de aprovação dessas medidas, para que todos os analistas possam fazer as suas avaliações, os seus relatórios para a população.”

Para o novo ministro da Fazenda, o mais importante agora é reverter a queda do investimento no Brasil, que gerou o aumento do desemprego no país e queda na oferta da economia.

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“Do meu ponto de vista não há dúvida de que o ponto mais importante é a queda do investimento, que levou a queda do emprego, que levou também ao mesmo tempo a uma diminuição da capacidade de oferta da economia, que mesmo com a demanda caindo em algumas situações permitiu ainda uma resistência da inflação, além de outros fatores, no caso da inflação.”

Meirelles destacou ainda que “Existe um trabalho vasto a ser feito, além de um reequilíbrio macroeconômico, que vai levar a um aumento da confiança no país.” 

A questão da Previdência Social também foi falada pelo Ministro durante a coletiva. Henrique Meirelles falou sobre a importância da reforma previdenciária para garantir a capacidade de pagamento do sistema brasileiro.

“A reforma da Previdência é uma necessidade evidente. Para dar segurança que o cidadão vai receber a aposentadoria, é necessário garantir a solvência do sistema de previdência brasileiros. Vimos muitos países onde faltam recursos para pagar obrigações da Previdência. A Previdência tem de ser autossustentável ao longo do tempo ou o governo precisa em última análise ter condições de fazer aportes se necessário.”

Ao ser questionado sobre possíveis protestos da população brasileira em relação a divulgação de medidas mais duras, como novos impostos. Henrique Meirelles não polemizou, disse apenas que manifestações são atos legítimos, que fazem partem da democracia e da liberdade de expressão.

Sobre o apoio para o governo Temer no Congresso Nacional para a aprovação das reformas necessárias, Meirelles respondeu que acredita que o Legislativa de certa forma reflete a sociedade brasileira, que para ele está “amadurecida para as medidas de ajustes importantes, ressaltando que o que não é possível é continuar como está.

“A população, e em consequência o Congresso, estão preparados para ouvir uma avaliação realista, correta, honesta do cenário e o que é necessário fazer para que possamos ter a volta da criação de empregos e recomposição da renda.”

O Ministro da Fazenda informou ainda para a imprensa que vai anunciar na segunda-feira(16) os nome da sua equipe de trabalho, que inclui a indicação para o Banco Central e os bancos públicos. Meirelles só confirmou, por enquanto, o nome de Tarcísio Godoy para a secretaria-executiva do Ministério da Fazenda, que já foi ex-secretário do Tesouro Nacional, e em 2015 foi secretário-executivo da Fazenda, na gestão do ex-ministro Joaquim Levy.

 

 

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