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Especialista: Dilma ainda não perdeu tudo

© AFP 2022 / Evaristo SaDilma Rousseff, presidenta do Brasil
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A maioria dos senadores brasileiros votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O especialista russo Lazar Jeifets disse à Sputnik que eles fizeram isso por causa dos interesses dos seus partidos políticos, mas não por confiarem na culpa da presidente.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, não esperou o fim da votação sobre o impeachment no Senado e já tinha mandado transportar seus bens do Palácio Presidencial para sua residência privada. A edição Estadão destaca que do Palácio Presidencial já foram levados vários quadros e pertences de Dilma.

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A oposição brasileira acusa a presidente de violações da lei fiscal e uso dos meios orçamentais para financiar sua reeleição. A presidente negou todas as acusações, mas anteriormente declarou a prontidão para lutar por sua posição, usando "todos os meios possíveis".

Lazar Jeifets, Doutor em Ciências Históricas, professor da Universidade Estatal de São Petersburgo dos Estudos Americanos comentou esta situação à Sputnik.

"O fato que Dilma Rousseff fez as malas disse que ela apenas lamenta que este ‘traidor’ [vice-presidente Michel Temer] vá olhar para suas pinturas e suas coisas. Ela ainda não perdeu suas possibilidades, agora não se trata de que Dilma perca o cargo de presidente. Isto é um afastamento temporário das suas competências – um afastamento para inquérito. O presidente tem imunidade, não se pode realizar uma instrução contra o atual chefe do estado. Estes 180 dias da suspensão foi deixados para fazê-lo", disse Lazar Jeifets.

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Segundo ele, Dilma não tem outra opção senão cooperar com inquérito, e para os senadores, apoiar os interesses dos seus partidos políticos.

"[Dilma] Rousseff não tem outra opção, ela irá cooperar com inquérito. E no Senado claramente se observa motivação festa simples. Os deputados da Câmara Baixa e o Senado votam não porque têm a certeza de sua culpa, mas porque os interesses de seus partidos políticos exigem o seu afastamento. Mas, eu julgo que obter o poder nestes 180 dias nesta situação socioeconômica e política não é a sorte. Durante estes 180 dias é preciso fazer algo extraordinário para mostrar que eles controlam o país melhor do que Dilma Rousseff e seu antecessor Lula da Silva, o que é pouco provável", disse Lazar Jeifets.

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