Lavrov: graças a Cuba, os EUA compreenderam inutilidade das sanções

© REUTERS / Maxim ShemetovRussian Foreign Minister Sergei Lavrov speaks during a news conference in Moscow, Russia, January 26, 2016
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O processo de normalização das relações entre Cuba e os EUA mostra que Washington compreende a inutilidade de quaisquer sanções, declarou na terça-feira (10) o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, durante um encontro com o “grupo dos cinco” cubanos.

“Vocês tornaram-se um símbolo de resistência, firmeza, de luta pela soberania do país, pelos interesses e pela conservação da identidade nacional do povo cubano e pelo direito de ter um modelo próprio de desenvolvimento. Vemos que, na base destes princípios, se realiza o processo da normalização das relações entre Cuba e os EUA. E esta tendência merece respeito”, disse Lavrov no encontro com Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labanino, Fernando Gonzáles e René Gonzáles.

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Segundo o ministro, “o processo de normalização das relações entre Cuba e os EUA reflete o entendimento dos nossos colegas americanos da falta de perspectivas de algumas sanções, dos padrões duplos na área dos direitos humanos. Tal política está condenada ao fracasso não só no caso de Cuba, mas em todo o mundo”.

“Sabemos que vocês estão participando ativamente no processo da reorganização em Cuba, elaborando a diplomacia social. O seu potencial é útil para o desenvolvimento da amizade e cooperação ente os nossos povos”, adicionou Lavrov.

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Por sua vez, um dos cinco cubanos, Gerardo Hernández, em nome dos seus amigos e do povo, agradeceu à Rússia pelo apoio à liberdade no seu país, bem como nas organizações internacionais apelando à abolição do bloqueio da ilha.

“Quero agradecer à Rússia pelo apoio, que ela expressou durante anos de luta pela justiça, agradecer ao governo da Rússia bem como ao povo que nos apoiaram”, declarou Hernández.

Em 1992, os agentes de inteligência Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labanino, Fernando Gonzáles e René Gonzáles foram introduzidos em organizações anti-Castro na Flórida para “informar oportunamente o governo de Cuba sobre a preparação de ataques, sem que isso causasse qualquer dano aos EUA”. Seis anos depois, eles foram denunciados como espiões e condenados a 15 anos de prisão e duas reclusões perpétuas. Cumprida a pena, Fernando Gonzáles e  René Gonzáles voltaram a Cuba e foram recebidos como heróis.  Os restantes chegaram à ilha em 2014, no âmbito de uma troca, quando começou o restabelecimento das relações entre os dois países.

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