Panama Papers: Arábia Saudita financiou campanha de Netahyahu em Israel

© AFP 2022 / RONEN ZVULUN / POOL  / Abrir o banco de imagensBenjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
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Um membro do Knesset (Parlamento) de Israel revelou que o rei saudita Salman bin Abdulaziz Al Saud ajudou a financiar a campanha eleitoral do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em 2015, segundo relata a PressTV nesta segunda-feira (9).

"Em março de 2015, o rei Salman depositou 80 milhões de dólares para apoiar a campanha de Netanyahu via uma pessoa sírio-espanhola chamada Mohamed Eyad Kayali", disse Isaac Herzog, presidente do Partido Trabalhista israelense, citando dados obtidos a partir do vazamento maciço de documentos confidenciais apelidado de "Panama Papers”.

Constituídos por mais de 11,5 milhões de registros financeiros e legais vazados em abril deste ano pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), os Panama Papers detalham uma série de empresas offshore pertencentes a políticos e figuras públicas do mundo todo.

"O dinheiro foi depositado na conta de uma empresa nas Ilhas Virgens Britânicas de propriedade de Teddy Sagi, um bilionário israelense e homem de negócios, que alocou o dinheiro para financiar a campanha do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu", revelou Herzog.

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Recentemente, Netanyahu tem falado em diversas ocasiões na necessidade de melhorar as relações de amizade entre Israel e os países árabes.

Em março, o premiê disse que as relações de Israel com os países árabes regionais estavam "se aquecendo dramaticamente" — declaração entendida por analistas como um reconhecimento dos laços forjados nos bastidores da política internacional.

Em fevereiro, Moshe Ya'alon, ministro dos Assuntos Militares de Israel, indicou uma abertura de canais entre o país e os Estados árabes. Depois de dizer que não podia apertar as mãos com autoridades árabes em público devido às realidades políticas "sensíveis", o ministro israelense publicamente apertou a mão do príncipe saudita Turki bin Faisal al-Saud, que também já se reuniu abertamente com vários funcionários israelenses no passado.

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De acordo com Ya'alon, Israel tem laços secretos com os países árabes, apesar das alegações destes de que a normalização das relações com Tel Aviv só aconteceria quando um acordo fosse atingido com os palestinos. 

No mês passado, o jornal Jerusalem Post escreveu que "ao invés de ser isolado, Israel está sendo incorporado à órbita liderada pela Arábia Saudita".

"Parte disto inclui a abertura de uma missão em Abu Dhabi e crescentes contatos nos países do Golfo [Pérsico]", disse a publicação.

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Um ex-general do exército saudita também disse recentemente que o reino abriria uma embaixada em Tel Aviv se Israel aceitasse uma iniciativa árabe para acabar com o conflito israelense-palestino.

Segundo as fontes citadas, Riad também mantém laços militares secretos com o regime de Tel Aviv.

Em abril, Sheikh Naim Qassem, o secretário-geral adjunto do movimento de resistência libanês Hezbollah, disse que Israel estava treinando forças militares sauditas por meio de relações clandestinas.

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