General norte-americano destaca crescimento de combatividade do exército russo

© AFP 2022 / GENYA SAVILOV General Philip Breedlove
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O comandante da OTAN na Europa Philip Breedlove disse que o exército russo está se desenvolvendo, apreendendo e adaptando à nova situação.

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Em uma entrevista ao Wall Street Journal, o porta-voz da aliança comparou duas épocas da história mais recente. Em 2008, "o exército georgiano conseguiu colocar as tropas russas em uma situação difícil", mas os acontecimentos na Crimeia em 2014 mostraram que as Forças Armadas da Rússia têm passado por grandes mudanças.

"Acho que falar em ‘surpresa’ seria muito forte, mas é verossímil que a Rússia melhorou o seu exército radicalmente", disse o comandante.

"Não podemos pintá-lo com três metros de altura, assim perderíamos a confiança em nós mesmos, ao superestimarmos. Mas o exército russo terá com certeza dois metros", disse o militar.

Breedlove também acrescentou que "os russos não aceitaram as regras constituídas depois da Guerra Fria" e que  eles querem "falar de igual para igual".

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Mais cedo, o comandante das forças europeias da OTAN afirmou que os EUA estão usando meios técnicos de informação insuficientes para prevenir ameaças alegadamente provenientes da Rússia. Na sua opinião, Washington deve se centrar no "crescente poder militar de Moscou".

O Wall Street Journal acredita que Breedlove é um dos principais arquitetos da resposta estadunidense às ações da Rússia que, alegadamente, ameaçam a Europa. Em particular, ele é o autor do mecanismo de reforço da ala da OTAN no Leste da Europa, incluindo um aumento no número de tropas e equipamentos nos Países Bálticos e Europa Oriental.

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Em maio, Breedlove vai deixar o cargo do chefe das Forças Aliadas da OTAN na Europa. Ele será substituído por Curtis Scaparrotti.

Mencionando o conflito de 2008, Breedlove se referia às colisões na Ossétia do Sul. Na noite de 8 de agosto daquele ano, a Geórgia atacou esta região, e respondendo àquela agressão, a Rússia iniciou uma operação militar. Depois de cinco dias de combates, as forças georgianas tiveram que abandonar as terras ossetas.

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