ONU: Síria teve mais de 250 hospitais atacados desde o início do conflito

© AFP 2022 / TIMOTHY A. CLARYBan Ki-moon abre a 70 sessão da Assembleia Geral da ONU
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O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon declarou nesta terça-feira (3), durante uma reunião do Conselho de Segurança do ONU, que desde o início da guerra civil na Síria, em 2011, foram realizados mais de 360 ataques contra mais 250 instituições médicas naquele país.

Citando dados da organização não-governamental Physicians for Human Rights, o secretário-geral informou que desde o início do conflito sírio esses ataques já causaram a morte de mais 730 funcionários médicos.

"Hoje, praticamente a metade das instituições médicas encontram-se totalmente ou parcialmente fechadas na Síria. Milhões de sírios foram privados de serviços médicos essenciais" – destacou Ban Ki-moon.

A declaração foi feita logo após o Conselho de Segurança da ONU ter aprovado uma resolução condenando ataques contra instituições médicas e agentes de serviços humanitários em países atingidos por conflitos – documento apresentado por membros não permanentes do Conselho – Egito, Nova Zelândia, Espanha, Uruguai e Japão.

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Comentando a resolução, Ki-Moon fez um apelo para que a determinação fosse cumprida e destacou que "ataques deliberados ou diretos contra hospitais representam crimes de guerra".

O secretário-geral da ONU citou ainda o bombardeio a um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) ocorrido em Aleppo, na semana passada, destacando que esse ataque, "segundo tudo indica,  realizado pelo governo sírio, destruiu o hospital levando a vida de pelo menos 20 pessoas, incluindo três crianças e o único pediatra dessa região".

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Vale destacar que na semana passada a MSF denunciou um segundo ataque contra um hospital em Al Quds, também em Aleppo, e que resultou na morte de pelos menos 14 pessoas, incluindo pacientes e funcionários médicos.

Ban Ki-moon declarou que a mesma situação acontece "de forma sistemática" no Iêmen. "Mais de 600 instituições foram fechadas em decorrência de destruições provocadas pelo conflito e pela escassez de recuros e funcionários médicos" – disse.

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