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Senador do PSDB garante que partido não impõe nomes a Michel Temer

ENTREVISTA COM PAULO BAUER
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Em entrevista à Sputnik Brasil, o Senador Paulo Bauer (PSDB-SC) garantiu que o seu partido não impôs nem irá impor quaisquer nomes a Michel Temer para composição do eventual novo Governo, caso Dilma Rousseff venha a ser afastada por conta do processo de impeachment.

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Nas palavras do Senador Bauer, “o PSDB não apresenta nomes ao Vice-Presidente Michel Temer porque respeita o seu direito de formar o Ministério que mais lhe aprouver. O que o PSDB propôs a Michel Temer, na hipótese de que ele venha mesmo a chefiar o Governo, é um plano de 15 metas, ou 15 condições, que ele deverá analisar”.

Segundo Paulo Bauer, nem mesmo José Serra (PSDB-SP), seu colega de Senado, pode ser considerado hoje como nome confirmado para chefiar o Ministério das Relações Exteriores, conforme vem sendo reiteradamente divulgado pela mídia nos últimos dias:

“Evidentemente que o Senador José Serra, ex-governador de São Paulo, ex-prefeito da capital paulista, ex-ministro da Saúde, é um grande nome do partido e do Congresso Nacional, um nome que certamente deve ser considerado quando se fala em compor um Ministério de alto nível. Mas daí a se garantir de que forma ele será aproveitado num futuro Governo é uma questão que pertence única e exclusivamente a Michel Temer.”

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O plano de 15 metas ou 15 aspectos apresentados pelo PSDB Temer relaciona as seguintes questões:

1 — Combate irrestrito à corrupção, com garantias de total independência de atuação da Controladoria-Geral da União, do Tribunal de Contas da União, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

2. Reforma política imediata. Neste item, o PSDB pede a Michel Temer para que se torne a discutir a possibilidade de implementação do parlamentarismo a partir de 2018.

3. Renovação das práticas políticas e profissionalização do Estado. Prevalência do critério da meritocracia.

4. Manutenção e aprimoramento dos programas sociais, com ênfase em programas como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Pronatec, Fies e Prouni.

5. Revisão dos subsídios fiscais para fomentar o crescimento.

6. Rigorosa observância da Responsabilidade Fiscal. Compromisso do Governo de não gastar mais do que arrecada.

7. Combate à inflação.

8. Simplificação do sistema tributário, tornando-o mais justo e progressivo.

9. Melhora dos critérios de produtividade.

10. Reorientação da política externa, incluindo a questão comercial, de modo a promover maior integração do Brasil com a comunidade mundial.

11. Ênfase na política de sustentabilidade.

12. Reestruturação das políticas de segurança pública.

13. Incentivo para cidadania, com apoio às unidades da Federação (Estados e municípios) que promoverem melhor qualidade de vida.

14. Uma nova política de promoção da saúde.

15. Maior autonomia para Estados e municípios.

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