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Situação e oposição discutem benefícios anunciados por Dilma no 1º de Maio

ENTREVISTA COM VALMIR PRASCIDELLI E COM CAIO NARCIO
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A Presidenta Dilma Rousseff anunciou no domingo, 1º de maio, uma série de medidas contemplando aumentos no Bolsa Família e outros benefícios sociais. Situação e oposição discutem a oportunidade dessas medidas.

Dilma Rousseff em ato do Dia do Trabalho em São Paulo - Sputnik Brasil
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Dilma anuncia reajuste de 9% do Bolsa Família e correção de 5% do IR
Durante as comemorações do Dia do Trabalho, Dilma anunciou a correção de 5% na tabela do Imposto de Renda e a construção de mais moradias no Programa Minha Casa, Minha Vida.

Sobre estas iniciativas, Sputnik Brasil conversou com deputados da situação (Valmir Prascidelli, do PT de São Paulo) e da oposição (Caio Nárcio, do PSDB de Minas Gerais). Para o primeiro, “trata-se de medidas que contemplam o bem-estar do povo”. Para o segundo, “as medidas refletem o desespero de um Governo que está chegando ao fim”.

Para Valmir Prascidelli, “nós vivemos um período de muita dificuldade no Brasil, um período em que, até em outros países, teme-se pela manutenção da democracia no país. Mas eu vi com bons olhos este anúncio por parte da Presidente Dilma Rousseff, que reflete a sua atitude diante de uma tentativa de golpe tramada contra ela. Reflete também a defesa da democracia e a manutenção das conquistas sociais garantidas pelo seu governo.” O deputado também está convencido de que não haverá problemas de caixa para um eventual governo Michel Temer caso Dilma Rousseff seja mesmo afastada da Presidência da República devido à instauração do processo de impeachment: “Não creio e não haverá problemas de caixa. Tanto o reajuste dos benefícios sociais quanto a correção da tabela do Imposto de Renda já estavam incluídos no Orçamento enviado ao Congresso Nacional. Por sinal, estas questões já haviam sido debatidas no Congresso em agosto de 2015 e foram incluídas no Orçamento de 2016. Portanto, ao contrário do que sustentam os responsáveis pelo golpe contra a Presidente, não haverá impacto algum para o Tesouro Nacional com a entrada em vigor destas medidas. O que os golpistas querem é retirar os direitos dos trabalhadores e diminuir os seus ganhos sociais, e isso nós não podemos aceitar.”

Presidenta Dilma Rousseff na comemoração de 1.º de Maio em São Paulo - Sputnik Brasil
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Mídia atribui a Dilma vontade de antecipar eleição presidencial
Na avaliação de Caio Nárcio, “as medidas da Presidente refletem um governo em fase terminal e em franca contradição com o que a própria Dilma Rousseff vem pregando nos últimos tempos. Eu, em 2015, apresentei um destaque, com base numa propositura do Senador Aécio Neves (PSDB-MG) de que os benefícios do Bolsa Família deveriam ser corrigidos pela taxa de inflação. No entanto, o governo vetou a nossa iniciativa. Agora, a Sra. Dilma Rousseff, às vésperas de deixar a Presidência da República, anuncia estas medidas que, sem dúvida, são positivas porém oportunistas. A Presidente teve oportunidade de efetuar estes reajustes e estas correções em 2015 e, no entanto, foi contrária. Agora, que está prestes a deixar o cargo, devido à possível instauração do processo de impeachment, anuncia estas medidas de maneira demagógica, numa clara demonstração de que o seu governo está agonizando.”

Segundo Caio Nárcio, as medidas anunciadas por Dilma Rousseff afetarão um possível governo Michel Temer “diante da escasse de recursos.” Para o parlamentar mineiro, “o governo atual deveria ter-se preocupado em corrigir os rumos da economia no momento certo e fazer uma sinalização para o futuro.” 

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