Polícia de Odessa promete abrir fogo em caso de provocações armadas

© AP Photo / Vadim GhirdaOs policiais em Odessa, maio 2014
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As forças da segurança abrirão fogo em caso de provocações armadas durante o comício em Odessa, disse na segunda-feira (2), o conselheiro do Ministério do Interior da Ucrânia, Zoryan Shkiryak, durante uma entrevista ao canal ucraniano Expresso.

"Se aparecerem armas, Deus queira que não, nas mãos de provocadores, criando risco de vida para os civis ou as autoridades, as nossas unidades usarão todos os meios disponíveis, inclusive armas, para acabar com a desordem", disse Shkiryak.

Na segunda-feira (2) em Odessa na Praça Kulikovo Pole, às 08.00 horas, deveria começar o comício fúnebre por ocasião do segundo aniversário dos acontecimentos trágicos de 2 de maio. A polícia de Odessa está em alerta máximo desde 30 de abril. Cerca de 3 mil policiais estão patrulhando a cidade. O Tribunal Administrativo de Odessa limitou a realização dos eventos públicos na praça Dumskaya previstos para 2 de maio.

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Na manhã de segunda-feira (2), a polícia recebeu uma ameaça de que haveria uma bomba na Praça Kulikovo Pole. O território foi cercado e está sendo examinado pelos policiais.

No mesmo tempo, representantes de diferentes organizações bloqueiam os deputados do Bloco de Oposição do parlamento da Ucrânia no aeroporto de Odessa e pretendem impedir a sua participação nos eventos em memória dos mortos em 2 de maio, porque querem "evitar provocações", declarou a porta-voz da "autodefesa do Maidan de Odessa", Maria Papailo.

Um dos deputados do Bloco de Oposição, Vadim Novinski disse que os deputados vão voltar a Kiev para evitar provocações.

"Viemos a Odessa com fins pacíficos. Quisemos participar na missa pela alma dos mortos em 2 de maio de 2014… Quisemos depor flores na Praça Kulikovo Pole e voltar a Kiev".

"Fomos bloqueados no aeroporto e eles não deixaram sair três deputados…Já estamos no aeroporto há duas horas e meia. Estamos esperando por um sacerdote para realizar a missa no aeroporto. Não queremos provocações, vamos embora logo depois da missa", disse Novinski.

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