China busca seu papel na recuperação da Síria

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A China quer colaborar na recuperação do pós-guerra na Síria, e cooperar com todos os países interessados, inclusive a Rússia, disse o enviado especial da China para Síria, Xie Xiaoyan.

"A guerra quinquenal causou danos sérios na economia e na esfera social da Síria. Para a recuperação, será necessário muitas forças, tempo e dinheiro. É necessário que a comunidade internacional participe e dê ajuda ao Estado sírio. A China <…> está pronta a cooperar com todos os países interessados nesta questão inclusive a Rússia ", disse ele na entrevista à Sputnik.

"A solução política da crise na Síria é atual. Todas as partes devem tomar medidas práticas para assistência das negociações de paz em Genebra e se mover na direção certa. Todos os participantes das negociações, apesar de todas discordâncias e posições tomadas, no processo de negociação de paz devem chegar ao consenso. Esperamos que todas as partes interessadas empreguem todos os esforços e façam um grande passo para frente na promoção de negociações de paz", disse o enviado especial da China.

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Segundo Xie Xiaoyan, "as partes (do conflito) devem manter o diálogo e retomar as negociações mais rápido possível".Ele salientou que "neste ano o processo político sírio tem grandes chances". "O governo sírio e a oposição chegaram a um acordo do cessar-fogo, a ajuda humanitária está sendo realizada gradualmente. As propostas de Staffan de Mistura, enviado especial da ONU para a Síria, os ‘documentos-cheve' a reação positiva de todas as partes interessadas. Atualmente, o processo de negociação em Genebra encontrou algumas dificuldades, mas já não há nenhuma estagnação nas negociações,", disse Xie Xiaoyan.

Na quarta-feira (27) em Genebra terminou mais uma rodada das negociações sírias, que tinham começado no dia 13 de abril. Anteriormente, a delegação do Alto Comitê de Negociações da oposição síria tinha recusado participar nas negociações indiretas, afirmando que Damasco deve parar os combates em Aleppo e tem que retirar o cerco dos povoados e garantir a entrega da ajuda humanitária ao povo.

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Dentro de duas semanas o enviado especial da ONU não conseguiu trazer Damasco e a oposição nas negociações diretas. De Mistura pretende iniciar uma nova rodada das negociações em Genebra em maio.

A Síria vive uma guerra civil desde 2011, com forças leais ao Presidente Bashar Assad combatendo vários grupos de oposição, inclusive grupos extremistas como a Frente Nusra e o Daesh (ambos estão proibidos na Rússia).

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