Washington planeja aumentar presença na Síria para experimentar algo novo

© AFP 2022 / KAI PFAFFENBACHPresidente norte-americano Barack Obama durante a cerimônia de bem-vindo, Hanôver, Alemanha, 24 de abril de 2016
Presidente norte-americano Barack Obama durante a cerimônia de bem-vindo, Hanôver, Alemanha, 24 de abril de 2016 - Sputnik Brasil
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Muitos criticam a decisão de Obama de instalar tropas adicionais na Síria. O jornalista, vencedor do Prêmio Pulitzer, Seymour Hersh disse à Democracy Now que ficou horrorizado com o anúncio.

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Ao mesmo tempo, o ex-assistente do secretário-geral da ONU Hans-Christof von Sponeck chamou a decisão de “desenvolvimento trágico” que pode minar o processo de paz no país.

“Não entendo porque [Obama] decidiu envolver-se em uma guerra que está sendo vencida pelo Exército sírio e pelos seus aliados, inclusive a Rússia”, disse Hersh. “Posso somente especular que o nosso instinto anti-Putin e anti-russo na América continua se desenvolvendo precipitadamente”, acrescentou.

O jornalista elogiou Moscou por realizar a operação antiterrorista na Síria. “O verdadeiro vencedor na guerra no ano passado têm sido os russos”, disse Hersh destacando que bombardeamentos realizados pela Rússia foram muito mais eficientes.

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A Rússia retirou a maior parte das suas forças da Síria e se focou na resolução diplomática da crise.

Embora a decisão do presidente norte-americano Barack Obama de reforçar a presença dos EUA na Síria possa afetar o processo de paz de Genebra, von Sponeck notou dizendo que o passo é a parte de uma “série de experimentos” que Washington realizou no país, dilacerado pela guerra, e no Iraque vizinho.

O passo é realizado sob o pretexto de ajudar as forças locais a lidarem com o Daesh. Entretanto, von Sponeck ofereceu uma outra explicação.

Obama “entra nos seus últimos seis meses [do mandato presidencial] e quer deixar uma herança que mostre alguns sinais de sucesso“, explicou.

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Se for verdade, isso pouco ajudará à luta contra o Daesh, mas contribuirá para arruinar o país que está no meio de uma insurgência fomentada do estrangeiro já por 5 anos.

“Aos norte-americanos nunca falta a vontade de experimentar, vontade de tentar fazer algo novo”, afirmou von Sponeck. Washington “passa de um teste de laboratório para outro e depois de algum tempo [a Síria] continuará sendo uma nação arruinada”, disse.

Estas declarações surgiram depois de Obama ter anunciado na segunda-feira (25) que Washington “instalará mais 250 efetivos norte-americano na Síria, inclusive forças especiais”.

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