Criança maravilha polonesa: nascida depois da morte

© Sputnik / Igor Zarembo / Abrir o banco de imagensUma criança no centro perinatal
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Os médicos do Hospital da Universidade de Wroclaw (Polônia) ajudaram uma criança a nascer, 55 dias depois da morte da mãe.

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Uma polonesa de 41 anos de idade foi levada ao hospital em estado crítico – foi-lhe diagnosticado um câncer em estádio terminal. No momento de constatação da morte cerebral, a mulher estava na 17° semana de gravidez. A junta médica decidiu continuar lutando pela vida da criança. Graças a equipamento técnico especial, os médicos conseguiram manter as funções vitais da mãe até a criança ter 26 semanas. Cinquenta e cinco dias após a morte da mãe, foi feita uma operação cesariana e nasceu um menino com o peso de 1 kg.

O menino passou 90 dias no hospital sob vigilância médica permanente. Depois de três meses na incubadora, quando já tinha aumentado de peso para cerca de 3 kg e era capaz de respirar de modo independente, pai do menino levou ele para casa.

A Sputnik fez várias perguntas à gerente da Clínica da Neonatologia do Hospital Clínico da Universidade de Wroclaw, Barbara Królak-Olejnik, sobre o estado do menino:

Sputnik: Quem decidiu usar este método insólito para salvar a vida do menino?

Barbara Królak-Olejnik: Foi uma decisão conjunta. Sou neonatalogista, tive de estimar as chances de salvar a criança e decidir em que prazo da gravidez a criança tinha a possibilidade de sobreviver. A decisão foi tomada depois de conversações com a família pelos anestesistas e especialistas em neurocirurgia. Eles levaram em conta a decisão do marido dessa mulher.

S: Anteriormente já tinha havido casos semelhantes?

BKO: No nosso Hospital – não, mas na Polônia já tinha havido um, porém a gravidez era mais avançada e não foi preciso manter a vida da paciente por tanto tempo.

S: Você continuará a vigiar o estado de saúde do menino?

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BKO: Sim, nosso hospital temos consultas de vigilância, onde podemos tratar as crianças com menos de 3 anos de idade. Assim, o menino estará sob nossa tutoria até aos 3 anos.

"Preferiria que esta situação nunca se repetisse, porque é uma grande alegria provocada por uma grande desgraça. Mas, ao mesmo tempo, estou certa de que todo o pessoal do hospital está pronto a aceitar um novo desafio", acrescentou ela.

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