Obama teve recepção ‘fria’ em cidade tórrida

© REUTERS / Kevin LamarquePresidente dos EUA Barack Obama no Aeroporto Internacional de King Khalid em Riad
Presidente dos EUA Barack Obama no Aeroporto Internacional de King Khalid em Riad - Sputnik Brasil
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Recepção ‘fria’ em Arábia Saudita do presidente Barack Obama pode testemunhar do agravamento das relações entre os países.

O presidente norte-americano, Barack Obama, chegou ontem (20 de abril) para a Arábia Saudita com uma visita oficial. Entretanto, a mídia e os usuários das redes sociais assinalam que o alto visitante foi recebido bastante friamente. A mídia também classificou a recepção em Riad como desdenhosa, o que pode certificar aumento da tensão entre os países.

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O jornal britânico The Guardian aponta que o Rei da Arábia Saudita Salman bin Abdulaziz al-Saud se recusou a encontrar pessoalmente o líder norte-americano no aeroporto, enviando em vez disso uma delegação pequena de funcionários encabeçada pelo governador da província de Riad. O monarca cumprimentou Obama só no palácio de Erga. Contudo, em outras ocasiões o rei já cumprimentou alguns políticos menos importantes dos países do Golfo no aeroporto.

Segundo a revista Der Spiegel, a paciência de Riad se esgotou e a visita do presidente norte-americano foi o excelente motivo para mostrar o descontentamento dos sauditas pelas ações de Obama.

“Hoje se tornou claro como Obama irou os sauditas. Obviamente, ele teve uma recepção bem fria”, comenta Der Spiegel.

O canal de televisão norte-americano CNN chamou a recepção de desdenhosa e acrescentou que isso mostra o fato de agravamento das relações entre os países, considerados parceiros.

Além disso, a mídia local não transmitiu as imagens da chegada do avião de Obama e da sua viagem ao palácio.

Os usuários das redes sociais também assinalaram a recepção “fria”.

“Os sauditas repreendem Obama por sua visita”, comenta o  usuário de Twitter @ADJGrpPolitics.

​“Recepção fria de Barack Obama é ligada de algum modo com a questão iraniana, o bofetão? Irã é inimigo deles?”, disse o usuário @BlueWaterDays.

​Investigação dos atos terroristas de 11 de setembro e Arábia Saudita

Vale lembrar que mais cedo comunicava-se que segundo os dados do relatório secreto sobre a investigação dos atos terroristas de 11 de setembro, Arábia Saudita podia ser conivente à organização de ataque sobre o centro comercial internacional nos EUA. A informação surgiu do ex-senador Bob Graham que tinha participado na investigação em 2002 no Congresso.

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EUA: al-Qaeda foi criada com o dinheiro da Arábia Saudita
Mais anteriormente os relativos dos perecidos no resultado dos atos terroristas tinham acusado Arábia Saudita em apoio da Al-Qaeda. Os documentos enviados pelos juristas ao tribunal de Nova York contaram a informação do ex-militante da organização terrorista Zacarias Moussaoui dos fatos da transmissão do dinheiro aos terroristas pela família do rei nos anos de noventa. A embaixada da Arábia Saudita em Washington refutou as declarações de Moussaoui. O tribunal de Manhattan rejeitou este demanda judicial.

Intensificação da tensão 

Segundo a opinião do analista de Gulf Research Mustafa Alani, a Arábia Saudita receia que Washington flerte com o seu inimigo, o Irã, comunica a RIA Novosti. Anteriormente Obama tinha classificado os sauditas como “assim chamados parceiros” e depois tinha proposto a Riade de “partilhar” a região de Oriente Médio com Teerã. Estes palavras foram percebidas negativamente pelos sauditas.

Além disso, os políticos americanos sugeriram limitar o fornecimento de armas a Riad e fizeram lembrar os resultados da investigação, que apontam à conivência possível do reino aos atos terroristas de 11 de setembro.

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Arábia Saudita pode retirar cerca de 750 bilhões de dólares dos EUA
Em resposta, os sauditas ameaçaram com vender todos os ativos nos EUA. As autoridades sauditas estão prontas a vender os fundos de 750 bilhões de dólares se o Congresso dos EUA aprovar o projeto de lei que permite lançar um processo judicial contra o governo da Arábia Saudita.

Os sauditas não gostam do fato que os seus fundos no território dos EUA podem ser arrestados congelados a aprovação do projeto de lei.

Por isso, alguns representantes do Pentágono e do Departamento de Estado tinham realizado uma série de encontros confidenciais com os legisladores americanos e reviram os passos de resposta possíveis por parte de Riad, que podem acarretar as consequências econômicas e financeiras negativas. Em particular, os sauditas vão vender os fundos ameaçados, inclusive títulos do Tesouro dos EUA. Isto foi divulgado pelo chanceler do Reino Adel al-Jubeir durante a visita de março para Washington.

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