Tensões OTAN-Rússia permanecerão durante dois anos no mínimo

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Occoreu ontem (20) o primeiro contato entre a OTAN e a Rússia nos últimos dois anos, porém as relações entre as partes continuam instaveis,o que exige passos imediatos com vistas de evitar "o cenário perigoso da guerra", comenta analista político Hall Gardner, entrevistado pela Sputnik.

Gardner, que é professor e chefe do Departamento de Políticas Internacionais e Comparativas na Universidade Americana de París, chamou o encontro Rússia-OTAN realizado ontem de "um passo importante". Mas segundo ele as negociações deveriam ser retomadas logo depois do golpe na Ucrânia promovido por Washington. A crise ucraniana que occoreu em seguida e o abate do caça russo Su-24 pela Turquia, que é membro da Aliança colocaram os lados à beira da guerra.

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"Esses accidentes são muito perigosas: o sobrevoo do espaço aéreo da OTAN e [a expansão da OTAN] mais perto da fronteira russa. Isso tem criado o cenário muito perigoso da guerra, que não existia desde o fim da Guerra Fria," disse o perito.

O conflito em Afeganistão e os desafios crescentes apresentadas pelo terrorismo global unem o Moscou e o bloco militar, adicionando que uma vitória eventual do Talibã no Afeganistão seria o desastre para ambas as partes, sendo assim a Rússia e a OTAN tem que colaborar para eliminar a tal possibilidade.

Porém, a revitalização da parceria exige que sejam atingidos compromissos, e, em primeiro lugar, na solução do colapso econômico na Ucrânia.

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"Os Acordos [de Minsk] representam a oportunidade, mas ninguem está pressionando para que sejam implementados," diz Gardner. "Os EUA e a OTAN tem que exigir que a Ucrânia aceite os acordos".

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De acordo com as previsões de Gardner as mudanças positivas nas relaçoes entre a OTAN e a Rússia não ocorrerão antes da eleição de um novo presidente norte-americano. Ele opina que o processo da normalização pode demorar de um a dois anos que serão necessários para o reajuste da situação política internacional po parte da nova administração da Casa Branca.

'O período de transição entre as eleições até a retomada das atividades na política internacional é muito difícil, pois na véspera de quaisquer eleições importantes a tenção cresce,' disse o perito, adicionando que " existe o chance da mudança fundamental na política estadunidense".

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