Senador acusa EUA de sequestro de dezenas de cidadãos russos em terceiros países

© Sputnik / Maksim Blinov / Abrir o banco de imagensMinistério das Relações Exteriores russo
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Andrei Klishas, presidente do comité para a legislação constitucional do Conselho da Federação, acusou os serviços secretos americanos de sequestros de dezenas de cidadãos russos em terceiros países, sendo o seu regresso ao país de origem extremamente difícil.

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O Conselho da Federação da Rússia apela para os seus cidadãos não visitarem os países com os quais os EUA têm acordos bilaterais de extradição.

“Neste momento não há mecanismos efetivos para defender os cidadãos russos de ações ilegais por parte dos EUA”, escreveu Andrei Klishas no seu blog no site oficial do Conselho da Federação.

Em abril deste ano, o Ministério das Relações Exteriores russo declarou que a ameaça de ser detido por mandado da polícia ou dos serviços secretos dos EUA persiste.

“Agora temos 20 casos de sequestros de cidadãos russos pelos serviços secretos dos EUA”, sublinhou Klishas.

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Segundo ele, as ações americanas são contrárias aos acordos internacionais que proclamam os direitos básicos e liberdades do homem. De acordo com o artigo 9 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ninguém pode ser sequestrado ou detido sem fundamento. O Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos de 1966 (ratificado pelos EUA em 1992) está também sob a ameaça.

Klishas reconheceu que “o problema do regresso dos russos sequestrados permanece muito difícil”.

A base legal para que estas pessoas regressem à Rússia seria o acordo bilateral russo-americano de assistência jurídica mútua em casos penais, assinado em 1999, mas, apesar dos apelos constantes do ministério a Washington, as autoridades americanas recusam observar o documento, disse Klishas.

Falando sobre as medidas internacionais de defesa, o senador notou que a Rússia tem o direito de apresentar queixa no Comité dos Direitos Humanos da ONU, mas este procedimento ainda não foi usado.

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O caso mais conhecido de sequestro de um cidadão russo é o do empresário Viktor But, detido em Bangcoque em março de 2008 e depois extraditado aos EUA. Em solo americano, os jurados declararam-no culpado de preparação de conluio para vender armas a uma organização terrorista. Ele foi sentenciado a 25 anos de prisão. O ministério russo das Relações Exteriores apontou as múltiplas violações da lei durante todo este processo.

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