França congela patrimônio russo

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Foguete Soyuz-2.1а na base de lançamento Vostochny - Sputnik Brasil
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700 milhões de dólares a serem pagos à estatal Roscosmos e a uma empresa pública russa vinculada ao Ministério das Comunicações por serviços prestados foram congelados na França, informou a revista norte-americana The American Lawyer.

As revelações foram confirmadas por um representante da GML, a empresa dona da Yukos Universal e da Hulley Enterprises, que venceram a ação judicial contra a Rússia, tendo o país sido condenado pelo Tribunal a pagar 50 bilhões de dólares às demandistas. Segundo ele, os bens congelados são valores que deveriam ter sido pagos à Rússia pelas empresas francesas Eutelsat, Arianspace e Air France.

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O porta-voz do Kremlin, Dmitriy Peskov,comentando o assunto, disse que, antes de falar sobre as possíveis medidas de proteção do patrimônio congelado, devem ser analisados todos os pormenores da ação judicial.

“No momento, as informações estão sendo verificadas, é preciso saber todos os detalhes, é necessário conferir e verificar tudo, entender os fatos e circunstâncias antes de comentar.”

Já o diretor da Roscosmos, Igor Komarov, diz que não tem nada novo para a estatal nesse processo, pois está envolvida na proteção de seus interesses no judiciário desde o verão passado. ‘Temos processos em andamento nos tribunais franceses. Acho que temos todas as razões de esperar uma decisão favorável.’ As palavras dele são confirmados pelo representante da GML, que disse que a Rússia recorreu da sentença nos tribunais de primeira instância da França, que devem tomar uma decisão já neste mês.

Em 2014, o Tribunal Permanente de Arbitragem em Haia e o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo, decidiram que o governo russo deveria pagar aos ex-acionistas da Yukos dezenas de bilhões de dólares. Em junho de 2015 os ex-acionistas conseguiram fazer com que vários ativos da Rússia na Áustria, Bélgica e França fossem congelados.

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