'EUA querem alcançar vitória na Síria comparável com libertação de Palmira'

© AFP 2022 / DELIL SOULEIMAN Soldados das Unidades de Proteção Popular curdas (YPG) no Curdistão Sírio
Soldados das Unidades de Proteção Popular curdas (YPG) no Curdistão Sírio - Sputnik Brasil
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Segundo o jornalista, na Síria não parece haver um verdadeiro regime de cessar-fogo, tal como foi negociado no fim de fevereiro passado pela Rússia e Estados Unidos. Na região existe uma oposição dissimulada que escapa à nossa atenção, opina o especialista.

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Os grupos armados apoiados pela Turquia e treinados e equipados pelos EUA fizeram uma série de ataques nos bairros de Aleppo, habitados pelos curdos. Em resposta a isso, as equipas de autodefesa curdas (YPG) junto com as forças democráticas da Síria, realizaram vários operações militares contra o Daesh e aliados da Turquia, entrando em combates nas suas posições defensivas. 

Segundo o Tashtekin, existência da ‘linha vermelha’ turca em relação aos curdos dificulta o processo de liberação das regiões sírias sob controlo do Daesh:

“Os Estados Unidos estão diminuindo a atividade na Síria por algum tempo, para acalmar a Turquia. Mas a situação mudou. Depois do triunfo do Exercito sírio apoiado pela Rússia em Palmira, os americanos desejam alcançar uma vitória comparável, para manter o controlo da situação e permanecer em jogo”. 

No final de março, as tropas sírias, apoiadas por milícias antiterroristas e pela Força Aeroespacial russa, recapturaram a cidade histórica de Palmira, que estava sob o controle do Daesh (autodenominado Estado Islâmico) desde maio de 2015. 

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Tashtekin também comentou uma declaração recente do embaixador dos EUA na Turquia, John Bass, que desmentiu a informação relativa à ajuda por parte dos Estados Unidos às equipas de autodefesa curdas e apelou os membros da Partido dos Trabalhadores do Curdistão a cessarem as hostilidades no sudeste da Turquia. Segundo ele, esta declaração foi feito por dois motivos:

“Primeiro, é uma tentativa de tranquilizar a Turquia, porque a sua atividade na região causa receios. Segundo, os EUA percebem que os curdos sírios não lhes são completamente leais. Eles querem colaborar com os EUA e com a Rússia simultaneamente. Por seu lado, os Estados Unidos fazem uso de vários estratagemas para não permitir a aproximação dos curdos com a Rússia. Entretanto, Washington não tem muito por onde escolher. Os EUA têm sempre feito coisas muito polêmicas para fortalecer suas posições na região. Por exemplo – essa aventura do treinamento e equipamento da oposição moderada. Mas agora, eles dão-se conta pouco a pouco de que os esforços são infrutíferos”, conclui o jornalista.

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