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Maduro quer aposentar ar condicionado e secador de cabelo para evitar risco de blecaute

© REUTERS / Miraflores PalaceNicolás Maduro durante seu pronunciamento semanal "En contacto con Maduro" em Caracas
Nicolás Maduro durante seu pronunciamento semanal En contacto con Maduro em Caracas - Sputnik Brasil
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Um ano especialmente severo nos efeitos do El Niño, causando aumentos na temperatura e um consumo maior de energia, já está modificando a rotina dos venezuelanos. O Presidente Nicolás Maduro determinou que o funcionalismo público passe a folgar todas as sextas-feiras até o final de junho, para evitar risco de colapso no sistema elétrico.

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No início do ano, a Venezuela já havia reduzido a jornada de trabalho semanal de 40 para 36 horas, para melhor aproveitamento da luz solar. Dias extremamente quentes no país, com termômetros acima de 34 graus centígrados durante o verão, contudo, fizeram os venezuelanos consumirem mais energia, reduzindo os níveis dos reservatórios, como o de Guri, o maior do país. Para tentar chegar sem susto até o período de chuvas, que começa em maio, o governo saiu a campo tentando conscientizar a população.

O próprio Maduro anunciou um plano de economia de água e energia para os lares venezuelanos e deu algumas dicas, como restringir o uso de ar condicionado e utilizá-lo, no máximo, em temperatura de 23 graus.

Para as mulheres, o presidente deu um conselho especial: o secador de cabelo nesses 60 dias deve ser usado pela metade. E justificou:

“Sempre acho que uma mulher fica mais bonita quando ela penteia o cabelo com os dedos e, em seguida, o deixa secar naturalmente. É uma ideia que tenho e apresento às mulheres.”

Com ou sem uso de ar condicionado e secadores de cabelo, dados da Comissão de Integração Energética Regional apontam que a Venezuela tem o maior consumo per capita de eletricidade por habitante da América Latina, com um total de 25 gigawatts, contra uma capacidade instalada das hidrelétricas de apenas 24 gigawatts.

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Muitos economistas questionam a veracidade desse consumo, mas reconhecem que boa parte é incentivada pelos subsídios concedidos pelo Governo às tarifas de energia, o que barateia as contas de luz.

O presidente da Aliança Nacional de Usuários e Consumidores (Anauco), Roberto León Parisil, falou à Sputnik Brasil e discordou da argumentação do Governo:

“O problema não é o aumento do consumo de energia, mas a falta de manutenção e de investimentos no parque gerador e de distribuição. Temos um potencial de produção bastante expressivo pela situação geográfica privilegiada do país, não só em termos de hidrelétricas como também de termelétricas, e estas estão sendo bem utilizadas, porque a Venezuela é uma grande produtora de petróleo.”

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