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Rede de Marina Silva se alia a processo por impeachment e quer nova eleição

© AP Photo / André PennerMarina Silva
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A ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República, Marina Silva, criadora e estruturadora do partido Rede Sustentabilidade, lançou na terça-feira, 5, a campanha “Nem Dilma nem Temer, Eleição É a Solução”, propondo a antecipação da eleição presidencial de 2018 para 2016. Em seguida, Marina viajou para os Estados Unidos.

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Segundo o porta-voz nacional da Rede, José Gustavo Fávaro, a ideia de Marina Silva de antecipar o pleito se deve ao fato de que a temperatura política está muito elevada no país, com o possível processo de impeachment que poderá ser instaurado não só contra a Presidenta Dilma Rousseff como também contra o Vice-Presidente Michel Temer.

Fávaro disse à Sputnik Brasil que “a cada dia que passa há novas provas e demonstrações de que não é sustentável o Governo Dilma. E é tão insustentável um Governo Temer, de um partido que há 12 anos está numa coligação junto com o PT e envolvido nos mesmos escândalos. Ou seja, para nós, trocar Dilma por Temer é alterar os nomes mas não modificar, de fato, o sistema”.

O porta-voz da Rede Sustentabilidade explica que o partido entrou, na terça-feira, “com um pedido de amicus curiae, que é uma figura jurídica, nos processos do Tribunal Superior Eleitoral, que estão investigando a chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e abuso de poder econômico, inclusive com utilização de caixa-dois na campanha de 2014. O processo é uma ação de impugnação de mandato eletivo. Como as pessoas não têm falado muito desse processo, que corre desde 2015, e ganha corpo cada dia mais com as investigações da Lava Jato, porque o Juiz Sérgio Moro tem enviado elementos das delações, das colaborações premiadas, para o julgamento do TSE”.

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Sobre a possibilidade de renúncia de Dilma Rousseff – o que ela tem descartado com veemência –, Fávaro comenta que essa seria uma decisão de foro íntimo, “e a presidente já disse diversas vezes que não vai renunciar, que não tem essa pretensão”.

“Nós entendemos que o impeachment não é golpe, porque está previsto na Constituição brasileira, e então cumpre uma formalidade mas não cumpre a finalidade que é de resolver, de fato, a crise política. E o processo no TSE, este sim, cumpre uma formalidade porque está previsto na legislação eleitoral e está previsto na Constituição Federal, e também cumpre uma finalidade que é de devolver ao povo brasileiro a possibilidade de definir quais são os rumos do país.”

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