Armênia acusa Azerbaijão de usar foguetes múltiplos contra civis

© Sputnik / Ilya Pitalev / Abrir o banco de imagensCidade de Stepanakert da autoproclamada República de Nagorno-Karabakh
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Os militares azeris utilizaram contra o território de Nagorno-Karabakh sistemas de lançamento múltiplo de foguetes Smerch, disse o porta-voz do Ministério da Defesa da Armênia, Artsrun Ovannisyan.

O Ministério da Defesa da Armênia comunicou nesta terça-feira que o Azerbaijão bombardeou zonas habitadas civis e posições militares usando ativamente drones e aumentando o calibre das armas usadas. Por sua parte, o Azerbaijão afirmou que os militares armênios atacaram durante a noite áreas habitadas no nordeste e sudeste da linha de contato.

“O calibre dos armamentos usados aumenta de dia para dia. Na noite de 5 de abril, ao sul da linha de frente, os inimigos usaram sistemas de lançamento múltiplo de foguetes Smerch", escreveu Ovannisyan na sua página do Facebook.

Segundo ele, ao mesmo tempo, o Azerbaijão continuou bombardeando zonas habitadas e posições militares, usando ativamente drones, um dos quais foi abatido pelo exército da autoproclamada República de Nagorno-Karabakh, não reconhecida pela comunidade internacional. Artsrun Ovannisyan disse que o exército azeri usa contra Nagorno-Karabakh drones israelitas Harop. Uma das suas características especiais é que, depois da detecção do alvo, ele se transforma em avião-bomba autorregulado.

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Baku, por seu lado, afirmou que os militares armênios atacaram durante a noite as áreas habitadas no nordeste e sudeste da linha de contato no Karabakh, tendo efetuado 120 ataques com morteiros.

Nagorno-Karabakh é uma região disputada no Sul do Cáucaso, que formalmente faz parte do Azerbaijão, mas habitado principalmente por armênios. Na prática, o território é uma província com administração própria, mas sem reconhecimento da comunidade internacional. O conflito em Nagorno-Karabakh começou em 1988, quando a região autônoma buscou separação da República Socialista Soviética do Azerbaijão antes de proclamar independência, após o colapso da União Soviética em 1991.

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