Marinha Norueguesa e OTAN buscam reagir ao crescente poder militar russo

© AFP 2022 / DANIEL MIHAILESCUNavios militares da OTAN participam dos exércicios no mar Negro, 16 de março de 2016
Navios militares da OTAN participam dos exércicios no mar Negro, 16 de março de 2016 - Sputnik Brasil
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Pela primeira vez na história, a Noruega e a OTAN enviarão dois navios para fiscalizar os submarinos russos. O aumento da exploração no Ártico vem sendo considerado pela mídia internacional como uma resposta ocidental para o crescimento do poder militar russo.

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Segundo a publicação sueca ‘Svenska Dagbladet’, o novo ‘supernavio’ norueguês Marjata IV é da classe de navios que desde a década de 1960 se envolve em atividades de inteligência na área do Mar de Barents e Mar da Noruega. Normalmente, navios Marjata são localizados perto da fronteira com a Rússia.

A nova modificação é significativamente maior do que o tamanho do seu antecessor. O comprimento do Marjata IV é de 126 metros, e a largura é 23,5 metros. 

O novo navio deve entrar em serviço militar em meados de 2016, sendo que o porto de origem será o ‘Kirkenes’. Assim, em 2017 os militares norueguês planejam equipar o Marjata III com novos equipamentos e devolvê-lo ao estado de alerta militar, mudando o nome do navio para Eger.

Para a Noruega, como membro da OTAN, é importante a realização de atividades de inteligência nos mares do norte e o monitoramento dos submarinos russos, que são enviados para as águas do Ártico a partir de bases na Península de Kola, escreve o jornal.

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No mês passado, o comandante da da Marinha da OTAN, Clive Johnstone expressou preocupação em relação à atividade dos submarinos russos. Especialistas militares acreditam que a aposta dos noruegueses em atividades de inteligência é um resultado direto da deterioração da situação de segurança.

De acordo com Niklas Wiklund, presidente da Sociedade Real da Marinha, a licitação para exploração é uma forma típica do Ocidente responder ao crescente poderio militar da Rússia. A tática clássica sempre foi de não participar da corrida armamentista, mas reunir o máximo de informação possível sobre potenciais adversários.

O especialista militar, coronel aposentado Viktor Litovkin, corrobora com a tese de que a Noruega busca aprimorar a inteligência para observar o poderio russo, argumentando que “o navio Marjata não possui armas ou mísseis, não há nada, exceto o equipamento eletrônico de alta qualidade, a alta qualidade do sistema de sonar e um sistema de radar”.

“Existem diferentes tipos de espionagem. Existe a espionagem por emissários, mas esta diz respeito à espionagem através da alta tecnologia. A espionagem sempre representa uma ameaça para nós, é válido reagir e é preciso ser um marinheiro cauteloso durante a realização de treinamentos de combates”, afirmou o especialista.  

Já o historiador militar, Lars Gyllenhaal, declarou que a atualização da Marinha norueguesa representa que a Noruega e a OTAN enxergam a Rússia como um potencial adversário forte:

"A Rússia realizou programa de armamento de grande escala. Agora, novos sistemas precisam ser testados. Quando um país atinge um determinado nível, os outros estão interessados em observar o que está acontecendo. Tudo isso está interligado. Com a ajuda da rádio-eletrônica é possível analisar a inteligência do seu oponente". 

Como membro da OTAN, a Noruega participa regularmente em exercícios marítimos e terrestres internacionais, incluindo perto da fronteira com a Rússia.

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