Rússia e EUA negociam esforços conjuntos para libertar Raqqa do Daesh

© Sputnik / Sergey Guneev/POOLPresidente da Rússia Vladimir Putin e presidente dos EUA Barack Obama
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Militares da Rússia e dos EUA estão negociando formas de coordenar seus esforços durante a operação de libertação da cidade síria de Raqqa da ocupação do Daesh (Estado Islâmico), que os terroristas proclamaram de sua capital na Síria.

Segundo revelou à mídia russa o vice-ministro russo das Relações Exteriores Oleg Syromolotov, as partes estão discutindo aspectos concretos dessa interação, levando em conta, inclusive, a já concretizada retirada parcial das forças russas da Síria.

"Quanto à libertação de Raqqa, posso apenas reiterar as palavras de Sergei Lavrov [chanceler russo] sobre este assunto: desde o início nós estivemos dispostos em coordenar nossas ações na Síria com os americanos" – disse o diplomata.

A declaração de Lavrov teve lugar em 13 de março. Nã ocasião ele destacou que a abertura da Rússia para a cooperação também se explica "pelo fato de Raqqa pertencer à parte oriental da Síria, onde predominantemente atua a coalizão americana".

"Penso não revelar nenhum segredo se disser que em alguma etapa os americanos propuseram "dividir as tarefas": a aviação russa devendo se concentrar na libertação de Palmira e a coalizão americana, mediante o apoio russo, na libertação de Raqqa" – explicou Lavrov.

"Isso mostra que eles estão tendo mais lucidez. Os EUA entendem que a mera troca de informações não é o bastante" – destacou o chanceler russo, lembrando que Raqqa é considerada "a principal cidade do califado" proclamado pelo Daesh.

Servicemen of the Syrian Arab Army at the Syrian-Turkish border near the town of Kessab - Sputnik Brasil
Contagem regressiva para a vitória: exército sírio se aproxima do ‘covil’ do Daesh - Raqqa
A postura russa foi reforçada em 28 de março, quando o vice-ministro do Ministério das Relações Exteriores da Rússia Mikhail Bogdanov declarou que Moscou considera coordenar suas ações com os EUA e o exército sírio na libertação da ocupação das cidades sírias de Deir ez-Zor e Raqqa. "Não teremos uma interação direta, mas, certamente, através de nós, isso será possível em alguma medida" – explicou o diplomata.

A cidade síria de Palmira foi oficialmente libertada da ocupação terrorista no domingo (27), mas a situação na região ainda continua instável. A libertação, que ocorreu mediante um forte apoio ao exército sírio da aviação russa e de milícias populares do país, pode se tornar um ponto de virada na luta contra o Daesh, já que a localização de Palmira abre caminho para Raqqa.

Anfiteatro na parte histórica de Palmira, Síria, 28 de março de 2016 - Sputnik Brasil
Ocidente não está interessado nem em Palmira, nem na paz na Síria
O grupo jihadista destruiu parte da cidade, que é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Especialistas divergem sobre o prazo de restauração de Palmira, de alguns anos até algumas dezenas de anos. Mais cedo, a diretora da UNESCO, Irina Bokova, disse ao presidente russo Vladimir Putin que a UNESCO está começando a elaborar projetos de preservação e restauração dos restantes monumentos da cidade antiga.

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