Casa Branca acusa Rússia de autoisolamento nuclear

© AFP 2022 / PAUL J. RICHARDSPresidente Barack Obama hospeda 46 líderes que visitam no início da sessão plenária da Cúpula da Segurança Nuclear, 13 de abril de 2010, em Washington, DC
Presidente Barack Obama hospeda 46 líderes que visitam no início da sessão plenária da Cúpula da Segurança Nuclear, 13 de abril de 2010, em Washington, DC - Sputnik Brasil
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Ao se recusar a participar da Cúpula da Segurança Nuclear, a Rússia perdeu a oportunidade de discutir este assunto, disse aos jornalistas na quarta-feira (30) Ben Rhodes, assessor adjunto para a segurança nacional da Casa Branca.

“Achamos que, para a Rússia, esta recusa é uma oportunidade perdida de discutir assuntos importantes”, disse Rhodes. 

Ele adicionou que, no entanto, os dois países continuam a cooperação na esfera nuclear: 

“Para o mundo é crucial ver que a Rússia e os EUA estão cooperando”.

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A Cúpula da Segurança Nuclear, na qual os líderes de 50 países vão discutir a prevenção do terrorismo nuclear, vai realizar-se em Washington entre 31 de março e 1 de abril.

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, divulgou nesta quarta-feira (30) que Vladimir Putin não estará presente na Cúpula de Segurança Nuclear por razão de falta de cooperação durante os preparativos do encontro.

“Nós experimentamos certo déficit de cooperação durante a elaboração das questões e temas da cúpula e, nesta situação, o lado russo não irá participar”, disse.

A Rússia participou de todas as cúpulas anteriores: em Washington em 2010, Seul em 2012 e Haia em 2014.

Antes, o Ministério russo das Relações Exteriores havia afirmado que “na questão da consolidação da segurança nuclear foi atingido um progresso considerável, no entanto, por enquanto a agenda destas reuniões está esgotada”. A chancelaria destacou que não se preveem novas decisões inovadoras nesta esfera.

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Segundo o Ministério russo, os organizadores da cúpula de 2016 mudaram cardinalmente a concepção do evento ao proporem elaborar “instruções” para a Agência Internacional da Energia Atômica, Iniciativa Global para Combate ao Terrorismo Nuclear e também para a ONU e a Interpol. A Rússia considera que tais “instruções”, mesmo que sejam informais, serão uma tentativa de impor a opinião de um grupo de países a estas organizações internacionais, contornando os mecanismos estabelecidos.

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