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Movimento Ao Socialismo boliviano completa 21 anos e enfrenta seu maior desafio

ENTREVISTA COM ROBERTA SANTANA
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O MAS – Movimento Ao Socialismo, coligação política liderada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, completou 21 anos de existência no domingo, 27, enfrentando a nova escalada da direita na América do Sul.

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Fundado em 1995, o Movimento Ao Socialismo, que se identifica também como Instrumento Político pela Soberania dos Povos (IPSP), no próximo sábado, 2 de abril, realizará em Cochabamba, a cidade boliviana em que foi criado, a Cúpula Nacional dos Movimentos Sociais, uma espécie de reflexão e análise sobre os 21 anos de existência do MAS.

Na mesma ocasião, os delegados participantes da Cúpula debaterão a recente medida anunciada pelo Presidente Evo Morales de que a Bolívia investirá 50 bilhões de dólares em desenvolvimento e em programas sociais. A propósito, Leonardo Loza, um dos expoentes do Movimento, afirmou que “hoje vivemos em paz, trabalhamos em paz, temos estabilidade política, econômica, social e cultural, em contraste com um passado de governos neoliberais que atentavam contra o desenvolvimento social do povo boliviano”.

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O especialista em políticas latino-americanas Roberto Santana, professor de Relações Internacionais da UERJ, destaca a importância do MAS e do modo como ele se constituiu:

“Ele nasceu em 1995, portanto no auge da hegemonia do neoliberalismo na América Latina, e nasceu como uma forma de defesa dos trabalhadores frente àquela hegemonia neoliberal. O MAS nasceu de uma fusão de diversos grupos políticos representativos dos trabalhadores. Uma fusão de diversos setores da luta dos trabalhadores da Bolívia, como o setor sindical, principalmente ligado à mineração; o movimento indígena; um grupo de intelectuais, artistas e simpatizantes; e o movimento cocalero, de onde é originário Evo Morales, do Sindicato de Cocaleros e de Produtores da folha da coca, que é utilizada na Bolívia numa forma tradicional – mascar a folha de coca é algo normal, rotineiro, que alivia os efeitos do ar rarefeito, da altitude, mas que é, de uma forma muito baixa, confundida com a produção da droga cocaína, que não tem nada a ver. Essa fusão de interesses da classe trabalhadora boliviana de vários setores levou à criação do MAS, que é um instrumento político, um partido político e que passou a disputar as eleições e que na década passada elegeu Evo Morales como presidente da Bolívia.”

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Sobre a afirmação do dirigente Leonardo Loza, de que o Movimento saiu fortalecido do referendo de 21 de fevereiro passado, embora tenha negado ao Presidente Evo Morales a possibilidade de ele encaminhar ao Congresso boliviano uma proposta de emenda constitucional permitindo que ele viesse a se habilitar para uma nova disputa presidencial de forma consecutiva, o Professor Roberto Santana explica:

“Essa afirmação do dirigente vem no sentido de que a campanha levou a uma grande mobilização das bases do MAS e solidificou o sentimento de união em prol da continuação do projeto. A derrota eleitoral no referendo foi muito pequena, 1%, e a proposta do MAS foi derrotada mas, mesmo assim, foi uma grande mobilização de massas frente a uma ofensiva midiática de direita contra Evo Morales, com uma série de denúncias sem o menor fundamento, algo que vem sendo normal, infelizmente, na América Latina nesses últimos anos – ataques midiáticos e jurídicos a processos progressistas que já vêm governando os países da região há mais de 10 anos.”

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Roberto Santana acrescenta que “toda essa mobilização serviu para solidificar e unir mais o partido, porque o MAS já tinha uma grande responsabilidade e agora tem mais uma, que é, nesse momento de ofensiva da direita, de ofensiva midiática, de um cenário econômico internacional desfavorável, manter o processo, de forma que as conquistas dos últimos anos não sejam perdidas”.

Finalmente, a respeito da Cúpula Nacional dos Movimentos Sociais, que será realizada no sábado, 2 de abril, em Cochabamba, o Professor Roberto Santana acredita que as discussões serão em torno da crise internacional, seus efeitos na América Latina, “e a desestabilização que vários governos progressistas vêm tendo na região, inclusive com várias derrotas como a do kirchnerismo na Argentina; a derrota do próprio referendo na Bolívia; a derrota legislativa que o chavismo sofreu na Venezuela; a tentativa de golpe que se encontra ocorrendo no Brasil, entre outras”.

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