Europa não seria ameaçada hoje se tivesse ouvido Assad e Kadhafi

© AFP 2022 / SANA Líder líbio Muammar Kadhafi e o presidente sírio Bashar Assad durante o encontro no aeroporto de Damasco, Síria, 28 de março de 2008
Líder líbio Muammar Kadhafi e o presidente sírio Bashar Assad durante o encontro no aeroporto de Damasco, Síria, 28 de março de 2008 - Sputnik Brasil
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Os dois líderes avisavam que o terrorismo ascenderia na Europa se o Ocidente tentasse desestabilizar os dois países, mas ninguém escutou.

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Aparentemente, Muammar Kadhafi, Bashar Assad e outros que partilharam as suas preocupações não podiam predizer ataques específicos, mas compreenderam tendências regionais e as suas implicações.

Alguns meses antes da sua morte, o coronel Kadhafi, líder líbio, avisou que a Líbia unida e estável foi a única coisa que preveniu centenas de milhares de migrantes e terroristas de invadir a Europa.

"A Líbia desempenha um papel na segurança no mar Mediterrâneo", disse Kadhafi ao canal televisivo France 24.

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Apesar disso, a França e mais alguns membros da OTAN continuaram a sua intervenção militar. O país tem permanecido mergulhado na violência desde aquele tempo. Entre os acontecimentos mais recentes na Líbia vale citar a consolidação dos terroristas do Daesh no país.

Em 2013, quando os líderes ocidentais ponderavam sobre a ideia de enviar armas aos rebeldes sírios, o presidente sírio, Bashar Assad, disse que este roteiro é muito perigoso. Na sua opinião, o aceso às armas adicionais não somente fortalecerá terroristas na Síria, mas também levará às "exportações diretas do terrorismo para a Europa".

"Se os europeus forneceram armas, o quintal da Europa será cheio de terroristas e a Europa pagará o custo por isso", afirmou.

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No início de 2015, Ahmed Kadhafi al-Dam, primo de Kadhafi e o ex-oficial da inteligência do país, predicou que em um ou dois anos um atentado comparável com ataques de 11 de setembro nos EUA terá lugar na Europa.

Duas explosões atingiram nesta terça-feira (22) às 08h00 (horário local) o aeroporto internacional de Bruxelas.

As autoridades consideram que um dos engenhos explosivos foi acionado por um homem-bomba. A terceira explosão ocorreu em um trem de metrô na estação de Maelbeek.

Em resultado, morreram mais de 30 pessoas, mais de 170 ficaram feridas. O primeiro-ministro belga qualificou as explosões como atentados terroristas. A autoria dos atentados foi reivindicada pelo grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico).

Mais cedo, em novembro de 2015, os atentados terroristas tiveram lugar em Paris e resultaram na morte de 130 pessoas e em mais de 360 feridas. A responsabilidade pelo ataque também foi assumida pelo Daesh.

 

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