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Aventuras no Irã: uma saudita corajosa conta o que viu

© Foto / saudiiniran.comSara Mesri
Sara Mesri - Sputnik Brasil
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É pouco provável que existam muitas ideias tão más como essa: uma cidadã saudita que trabalhava em Londres resolve ir viver para o Irã. Mesmo assim, uma mulher decidiu fazer isso e partilha a sua experiência na Internet.

Tendo em conta que, em teoria, a mudança da Arábia Saudita para o Irã é possível, não há pessoas que a considerem como razoável.

O chanceler saudita, Adel al-Jubeir, foi filmado durante a entrevista que concedeu à agÊncia AFP em 16 de fevereiro de 2016 - Sputnik Brasil
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Mas Sara Mesri tomou a decisão de mudar a imagem do Irã, ainda que não seja fácil. No seu blog chamado “Uma Saudita no Irã”, a mulher partilha as suas impressões sobre a viagem e poucas delas são desfavoráveis aos iranianos.

Sara vive e trabalha no Irã já por dez meses e, quando a Sputnik lhe pediu para se lembrar de incidentes ou experiências negativas no Irã, ela disse que não se lembrava de nada de negativo.

Após os acontecimentos trágicos em Mina [quando cerca de 500 iranianos morreram esmagados na Arábia Saudita durante peregrinação ritual chamada de hadj em 2015] Sara escreveu que no Irã “ninguém se preocupa com o fato que eu ser natural da Arábia Saudita ou ser sunita”.

Segundo a mulher, a cultura iraniana sempre a atraiu e um dia ela chegou à conclusão: “para compreender o que é o Irã eu preciso viver lá”.

“Quando eu tomei a decisão de deixar o meu trabalho em Londres e viajar para o Irã para estudar, a minha família e amigos tentaram me parar. Para fazer justiça é preciso dizer que eles tinham razão para isso: com raras excepções, todas as notícias que nós ouvíamos sobre este país eram negativas”, disse ela à Sputnik.

Sara Mesri conta que os iranianos são muito corteses, lhe tratam bem e são hospitaleiros. 

“Eles [os iranianos] sempre sabem distinguir a política das relações entre as pessoas comuns o que, me parece, é um fenômeno único no atual Oriente Médio”, notou.

A mulher saudita contou à Sputnik que viaja muito pelo Irã e que já “viu muitas cidades belas, encontrou-se com muitas pessoas interessantes e fiz bons amigos”.

Ma, tal como em qualquer viagem, nem tudo correu bem e Sara Mesri enfrentou algumas situações de emergência.

“Um dia eu perdi a minha carteira com a minha carteira de identidade e a permissão para dirigir. A polícia e os meus amigos estavam convencidos em que eu nunca mais veria as minhas coisas. Mas, passadas uns dias, uma mulher telefonou-me se apresentando como a mulher do taxista que tinha achado a minha carteira e já por vários dias tentava me achar”, disse.

Contando esta história no seu blog, entre várias outras, a saudita tenta mudar a percepção do Irã, quer dizer, construir uma ponte cultural entre os cidadãos dos dois países. São raros os leitores que não aprovam a sua opinião e tentativas de mudar a imagem do país. 

© Foto / saudiiniran.comSara Mesri
Sara Mesri  - Sputnik Brasil
Sara Mesri
Segundo ela, ninguém a tratou diferentemente por causa da tragédia em Mina. A estudante contou outra história que aconteceu logo após um acidente num café iraniano. 

“Um dos meus amigos se aproximou de mim e fez uma piada se dirigindo ao empregado: ‘Não venda nada a ela, ela é da Arábia Saudita’. Depois ele fugiu. Uma mulher que ouviu tudo veio ter comigo e, durante cinco minutos esteve me pedindo desculpas pela ‘ignorância’, como ela disse, do seu compatriota”.

Segundo a estudante, em qualquer lugar no mundo existem chauvinistas, mas ela sublinha que nunca os viu no Irã.

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