Rússia atacará quem violar trégua na Síria se EUA não aprovarem mecanismo conjunto

© Sputnik / Dmitry Vinogradov / Abrir o banco de imagensBombardeiro russo Su-34 decola da base aérea russa de Hmeymim na Síria
Bombardeiro russo Su-34 decola da base aérea russa de Hmeymim na Síria - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
A Rússia não irá tolerar as ações de terroristas na Síria mesmo se eles se disfarçarem de oposição moderada, disse à RIA Novosti o presidente do Comitê de Defesa do Conselho da Federação da Rússia (câmara alta do parlamento) Viktor Ozerov.

Cidade de Aleppo vista de um prédio arruinado - Sputnik Brasil
Síria: militantes mataram 67 civis em Aleppo desde trégua
“Se os terroristas se disfarçarem de oposição moderada, declararem adesão ao regime de cessar-fogo mas de fato fizerem isso apenas para criar condições favoráveis para realização de novos ataques, então, com certeza, a Rússia não irá deixar passar em branco [as ações de] tais grupos”, disse.

Além disso, o Estado-Maior da Rússia manifestou hoje (21) que, a partir de 22 de março, a Rússia irá unilateralmente controlar o cessar-fogo sírio se Washington falhar em responder à proposta de Moscou sobre um mecanismo conjunto de controle.

“Em caso de ausência de resposta dos EUA a estas propostas, a Federação da Rússia irá começar a aplicar unilateralmente as regras estipuladas no acordo a partir de 22 de março”,  disse o chefe da Direção Operacional Geral do Estado-Maior do Exército russo, Sergei Rudskoy.

Presidente da Rússia Vladimir Putin assiste aos testes do caça T-50 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
Retirada russa da Síria obriga países ocidentais a rever cooperação com Rússia
Porém, ele sublinhou que a força militar será usada somente no caso de evidências confiáveis de violações sistemáticas da trégua síria por grupos armados. 

No dia 22 de fevereiro, Rússia e Estados Unidos chegaram a um acordo para um cessar-fogo na Síria. O acordo entrou em vigor no dia 27 de fevereiro, mas não se aplica ao Daesh nem à Frente Nusra, grupos terroristas em ação no país.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou, em 14 de março de 2016, a retirada parcial das forças russas da República Árabe da Síria. A presença militar de Moscou começou em 30 de setembro de 2015, quando o parlamento russo aprovou o envio de um grupo da Força Aeroespacial, após um pedido de Bashar Assad. O governo de Damasco pediu a ajuda russa no combate aos grupos terroristas Daesh e Frente al-Nusra.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала