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Lula toma posse: protestos contra e a favor acirram tensão no país

© Fabio Rodrigues Pozzebom / Fotos PúblicasProtesto contra a nomeação do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil, em frente ao Palácio do Planalto
Protesto contra a nomeação do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil, em frente ao Palácio do Planalto - Sputnik Brasil
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Após o ex-presidente Lula ter aceitado o convite de Dilma para ser o novo ministro-chefe da Casa Civil na última quarta-feira (16), a tensão no país se acirrou em meio a reações da oposição, protestos em todo o país e divulgação de grampos telefônicos. Simpatizantes do governo falam em golpe do judiciário.

A noite da última quarta-feira (17) foi marcada por protestos e panelaços por todo o país. Após a divulgação do grampo telefônico com a conversa entre a presidente brasileira, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Lula, milhares de pessoas bateram as panelas em casa ou foram às ruas se manifestar contra a nomeação de Lula para o cargo de Ministro da Casa Civil. Houve relatos de agressões e confrontos com simpatizantes do governo. 

A quem interessa uma Convulsão social no Brasil???

A quem interessa uma Convulsão social no Brasil???Vamos pensar pessoal, o Golpe Fascista está em curso a muito tempo no Brasil! Av. Paulista tem manifestação pró-impeachmentGrupos se reúnem na Av. Paulista para pedir impeachment de Dilma e criticar nomeação de Lula como ministro da Casa Civil. Confusão com apoiadores do governo deixou dois feridos.Via CBN

Publicado por Contra o Golpe Fascista em Quarta, 16 de março de 2016

Já na Universidade Católica em São Paulo (PUC-SP) foi realizado na quarta-feira um ato “pela legalidade democrática”, reunindo cerca de 2500 pessoas. Este ato foi convocado em sua maioria por defensores do governo Dilma, mas também mobilizou setores que não defendem o governo. Composto principalmente por juristas, intelectuais, artistas e movimentos sociais, a tônica do ato foi repudiar “o golpe” em defesa da democracia.

A presidenta Dilma Rousseff empossou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo ministro-chefe da Casa Civil na manhã desta quinta-feira. Ela também deu posse a Jaques Wagner como ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República e a Eugênio José Guilherme de Aragão, como novo ministro da Justiça.

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de posse do novo Ministros da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva - Sputnik Brasil
Dilma: Gritaria dos golpistas não vai colocar nosso povo de joelhos
Quando Lula e Dilma chegaram ao Salão Nobre no Palácio do Planalto, foram ovacionados pelos convidados, em sua maioria composta por representantes de movimentos sociais e sindicalistas. Eles gritaram “Lula lá” e “Não vai ter golpe”.

Aos gritos de “Não vai ter golpe”, manifestantes a favor de Dilma e Lula ficaram concentrados em frente ao Palácio do Planalto.

Na Esplanada dos Ministérios, o clima entre manifestantes contrários e favoráveis ao governo da presidenta Dilma Rousseff ficou tenso A Polícia Militar estimou em três mil pessoas o número de manifestantes aglomerados em torno da Praça dos Três Poderes.

Segundo a Agência Brasil, um grupo tentou forçar a entrada ao anexo do Senado, mas foi contido pela Polícia Militar com bombas de efeito moral e spray de pimenta. Um homem que conseguiu furar o cordão de isolamento tentou pular a grade que cerca o Palácio do Planalto e foi levado por policiais.

Pelo menos três pessoas foram detidas depois que integrantes dos dois grupos contra e a favor do governo entraram em confronto. 

— NOTA OFICIAL —OAB/RJ pede respeito à legalidade em investigações da Lava-JatoNo momento em que conversas privadas…

Publicado por OAB/RJ — OFICIAL em Quarta, 16 de março de 2016

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro publicou uma nota pedindo respeito à legalidade em investigações da Lava-Jato. Segundo a instituição, o caso da divulgação de conversas privadas de Lula e Dilma mostra que “o procedimento do magistrado, típico dos estados policiais, coloca em risco a soberania nacional e deve ser repudiado, como seria em qualquer República democrática do mundo”.

 

 

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