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Opinião: Lula de novo no poder vai contra interesses internacionais

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O Ministério Público do Estado de São Paulo pediu na última quinta-feira (10) a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras seis pessoas, alegando crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica sobre o apartamento triplex, em Guarujá (SP).

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Os autores do pedido afirmam que esta medida é necessária a fim de "garantir a ordem pública, investigação imparcial e aplicação do direito penal". A decisão foi bastante criticada tanto pelo governo, quanto por líderes da oposição. 

O doutor em Ciências Históricas, Professor de Estudos Americanos da Universidade de São Petersburgo, Lázaro Heifetz, destacou que Lula é considerado um símbolo de um Brasil próspero, tendo alcançado uma economia em rápido crescimento no final dos anos 2000. 

“Vindo de uma sociedade pobre, ativista de esquerda e político, Lula da Silva ainda usufrui de muita popularidade entre os cidadãos, porque diminuiu significativamente a percentagem da população pobre do Brasil, bem como alcançou um crescimento económico rápido. Com Lula, o crescimento do PIB brasileiro foi de aproximadamente 7% ao ano”, afirmou o especialista. 

“O importante é que a maior parte da população brasileira recebeu grandes benefícios sociais, mas o paradoxo na política social é que as pessoas esquecem rápido o que receberam”, observou. 

Já o editor-chefe da revista "América Latina", Vladimir Travkin, destaca que Lula é um dos politicos mais respeitados e populares do país, e após o fim do mandato de Dilma Rousseff, ele pode mais uma vez ocupar o posto de presidente do país. 

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“A eleição será somente em dois anos, mas de qualquer forma a preparação já está acontecendo, e isso está ligado com o fato de que Lula pode continuar seu curso e o curso de Dilma, o que não agrada a direita, obviamente não agrada aos americanos, que possuem grande influência no Brasil e sobre os grandes meios de comunicação, que têm seus aliados na direita do país”, comenta. 

De acordo Travkin, tentam atacar Lula de todas as formas para impedir que ele volte ao cargo de presidente do país na eleição de 2018.   

Em 13 de março, membros da oposição vão realizar um protesto exigindo a renúncia da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e uma investigação aprofundada em relação ao ex-presidente Lula da Silva. 

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