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Satélite prova presença de forças especiais na Líbia

© AFP 2021 / ABDULLAH DOMAUm avião das forças governamentais (do governo reconhecido pela comunidade internacional) na base aérea de Benina em dezembro de 2015
Um avião das forças governamentais (do governo reconhecido pela comunidade internacional) na base aérea de Benina em dezembro de 2015 - Sputnik Brasil
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Umas imagens de satélite divulgadas na noite passada provam uma atividade militar crescente perto da segunda maior cidade da Líbia, Benghazi.

As fotos mostram forças especiais ocidentais na base aérea de Benina, situada nos arredores de Benghazi. E a empresa de inteligência norte-americana Stratfor insiste que o "país do Ocidente" neste caso é a França.

​As imagens foram tomadas em 1 de março e divulgadas por AllSoirce e pela Airbus.

De acordo com a Sratfor, "a ausência de qualquer equipamento aéreo ou veículo militar visível indica que esta é uma presença limitada, cuja intenção não é a de participar de operações de combate significantes, senão assistir a operações de treinamento, discussão ou inteligência".

E contudo, "este fundamento preliminar poderia facilitar a construção rápida de uma base no futuro", frisa o relatório da Stratfor.

A Stratfor sugere que os franceses podem apoiar o general Khalifa Haftar, partidário das autoridades internacionalmente reconhecidas, em Tobruk. A outra facção que aspira a governar no país reside na capital, Tripoli, e é representada por milícias islamistas.

A hipótese sobre a atuação francesa se vê reforçada por uma reportagem publicada em 24 de fevereiro pelo jornal francês Le Monde, onde dizia-se que a França fazia "ações militares clandestinas" contra o Estado Islâmico (Daesh).

Naquela altura, a assessoria do ministro da Defesa da França, Jean-Yves le Drian, afirmou que "quando umas operações secretas têm lugar, o objetivo é não serem reveladas para a segurança das pessoas e das operações".

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As autoridades francesas lançaram uma ação judicial contra o Le Monde por vazamento de informações secretas.

O Daesh, cuja principal zona de atividade são a Síria e o Iraqie, está presente na Líbia também, se aproveitando da situação instável nesse país, situado no Norte da África, depois da morte de Muammar Kadhafi. A mesma foi o resultado de uma intervenção militar, com considerável participação francesa.

Mais cedo neste mês, houve relatos sobre o envio de forças italianas para a Líbia.

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