Velhos maus hábitos: Itália se prepara para invasão na Líbia

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Manifestantes queimam retratos de Muammar Khaddafi em Benghazi - Sputnik Brasil
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Em recentes publicações na mídia italiana, foi relatado que a Itália estava pronta para mandar suas forças especiais à Líbia combater os terroristas do Daesh (Estado Islâmico).

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De acordo com o jornal Corriere della Sera, um documento secreto sobre a operação foi adotado em 10 de fevereiro. A expectativa é de que as forças italianas se juntem às forças especiais dos EUA, França e da Grã-Bretanha, que vêm realizando operações na Líbia. 

Com a primeira unidade italiana pronta para ir para a Líbia em 10 dias, ainda pairam dúvidas sobre o objetivo e a legitimidade da missão, escreve um artigo na edição de ‘La Repubblica’. 

Os documentos ressaltam "certa necessidade" para a operação, mas a noção burocrática esconde um dos mais difíceis problemas para os militares italianos.

"Há uma sensação de que a contagem regressiva para entrar em combate foi iniciada no Mediterrâneo. Parece que a trágica morte de Fausto Piano e Salvatore Failla (dois reféns italianos mortos por militantes na Líbia) está desencadeando uma operação em grande escala", afirma o artigo.

Entretanto, a imprensa italiana destaca que existem dúvidas sobre essa iniciativa. O primeiro problema seria a legitimidade da operação. 

A fim de enviar tropas ocidentais para a Líbia, será necessária uma autorização do seu governo. Além disso, qual é o objetivo da operação — destruir o califado ou ajudar o Exército líbio?

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"E a principal questão — o que é que o interesse nacional Itália quer proteger?" o autor do artigo apontou. "Há o perigo de que a Itália esteja mais uma vez sendo arrastada para a guerra com o único propósito — não perder seus aliados".

Foi ressaltado também que alguns países como a Grã-Bretanha estão ativamente envolvidos na iniciativa, enquanto outros — por exemplo, Alemanha e Espanha — estão revaliando os riscos e considerando seus papéis. 

Após a intervenção militar na Líbia em 2011, que culminou na derrubada de Gaddafi, o país ficou fragmentado, com as milícias controlando o oeste em torno de Trípoli e extremistas do Daesh aumentam o seu poder em uma zona no leste, enquanto prosseguem as negociações da ONU para formar um governo estável de unidade nacional.

 

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