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Netanyahu despreza convite de Obama para ir à Casa Branca

© AP Photo / Pablo Martinez Monsivais, foro de arquivoBarack Obama e Benjamin Netanyahu
Barack Obama e Benjamin Netanyahu - Sputnik Brasil
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recusou um convite para visitar Washington e se reunir com o Presidente Barack Obama no final deste mês, dando sinais de que as relações entre os dois lados andam mesmo esfriando.

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A decisão de Netanyahu provocou uma reação incisiva da Casa Branca, com funcionários americanos dizendo terem ficado "surpresos" ao saber do fato através dos meios de comunicação israelenses, ao invés de serem devidamente notificados pelo escritório do premiê.

Autoridades em Washington também afastaram “falsas” sugestões da mídia de que Netanyahu teria decidido não fazer a viagem aos EUA porque o presidente Obama não poderia organizar uma reunião entre ele mesmo e o chefe de governo visitante.

"Nós estávamos ansiosos para receber a reunião bilateral", disse Ned Price, um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, citado pela RT.

"Ficamos surpresos por saber primeiro através de relatos da mídia que o primeiro-ministro, em vez de aceitar o nosso convite, optou por cancelar a sua visita", acrescentou.

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Autoridades israelenses disseram que Netanyahu recusou o convite porque não queria interromper a votação dos caucus para a próxima eleição presidencial dos EUA, no segundo semestre.

O incidente não é o primeiro sinal de tensão entre Obama e Netanyahu e acontece em meio a um desacordo contínuo sobre a ajuda de defesa dos EUA a Israel.

Enquanto os EUA se ofereceram para aumentar a ajuda militar a Israel para US$ 5 bilhões ao longo da próxima década, as autoridades israelenses estavam buscando algo entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões para reforçar as defesas do país.

Além disso, as relações bilaterais também vêm se deteriorando no contexto do papel dos EUA na negociação do acordo nuclear com o Irã, o qual é fortemente condenado por Netanyahu.

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Em um movimento sem precedentes que foi contra todos os costumes diplomáticos tradicionais, o primeiro-ministro israelense viajou para Washington no ano passado a fim de fazer lobby diante do Congresso norte-americano contra a aprovação do acordo nuclear.

Para tornar as coisas ainda mais complicadas, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, está em Israel nesta terça-feira para se reunir com Netanyahu e com o presidente palestino, Mahmoud Abbas. Biden deverá expressar as preocupações de Washington sobre os últimos cinco meses de violência que já custaram a vida de 181 palestinos e 28 israelenses.

 

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