Nos confins do Universo: Hubble fotografa galáxia mais distante já vista pelo homem

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Graças ao velho Hubble, astrônomos descobriram o que pode ser o corpo celeste mais distante já visto pelo homem.

Em artigo publicado no Astrophysical Journal, cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz relataram a observação de uma galáxia pequena, mas brilhante, na extremidade mesma do universo, à qual batizaram de GN-z11.

​A descoberta foi feita enquanto a equipe analisava imagens do Telescópio Espacial Hubble. Eles calcularam que a luz emitida pelas estrelas da galáxia teve que viajar durante 13,4 bilhões de anos antes de chegar ao telescópio – o que significa que já existia quando o universo tinha apenas 400 milhões de anos.

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No entanto, a galáxia está ainda mais distante da Terra do que 13,4 bilhões de anos-luz: uma vez que o universo está em expansão acelerada, os cientistas estimam que, atualmente, a GM-z11 esteja a 32 bilhões de anos-luz de distância do nosso planeta.

O que os astrônomos viram, efetivamente, foi uma fotografia instantânea do passado, mostrando como era a galáxia 13,4 bilhões de anos atrás.

Naquela época, a galáxia só tinha um bilhão de estrelas – cerca de 1% do tamanho da nossa Via Láctea, a título de comparação. Ainda assim, ela dava luz a novas estrelas em um ritmo vertiginoso, as quais eram, em média, grandes, quentes e brilhantes.

Até agora, a crença comum sugeria que, nos primeiros dias do universo nascente, as estrelas não poderiam ter sido tão radiantes. Os astrônomos da UC-Santa Cruz, portanto, estão agora determinados a investigar mais profundamente o quão comum eram estas galáxias brilhantes naquela época.

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Por enquanto, o que está claro é que o recorde de distância observado com a GN-z11 não deve se manter soberano por muito tempo. O recorde anterior pertencia a uma galáxia chamada EGSY8p7, identificada em julho de 2015. Antes dela, a galáxia EGS-zs8-1 era o corpo mais distante capturado pelos telescópios, e havia sido observada em fevereiro de 2015, pouco mais de um ano atrás.

Enquanto o Hubble pode ver apenas o quanto a sua tecnologia permite, equipamentos científicos mais sofisticados estão sendo desenvolvidos, prometendo estender nossa cosmovisão a distâncias cada vez mais longínquas.

Em outubro de 2018, por exemplo, o Telescópio Espacial James Webb será inaugurado. Resultado de uma cooperação entre a NASA, a Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Canadense, o novo equipamento terá capacidades de sondagem muito superiores às do Hubble, lançado ao espaço em abril de 1990.

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