Assassinada em Honduras ativista indígena que se opôs a bases militares dos EUA

© AFP 2022 / ORLANDO SIERRAAtivistas protestam contra o assassinato de Berta Cáceres em Honduras
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A ativista Berta Cáceres, coordenadora do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), foi assassinada na madrugada desta quinta-feira (3), segundo anunciaram as autoridades do país.

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Segundo relatos da mídia local, dois homens invadiram a casa de Cáceres por volta de 1h da manhã, quando a dirigente já estava dormindo, e a mataram a tiros.

A líder indígena da etnia Lenca já havia recebido inúmeras ameaças de morte por defender as lutas de seu povo, liderar manifestações pelo meio ambiente, contra a construção de hidrelétricas, e, também, por encabeçar os protestos de 2009 contra o golpe de Estado que derrubou o então presidente Manuel Zelaya.

​Também é relatado que na semana passada Cáceres participou de uma conferência de imprensa na qual revelou que quatro líderes de sua comunidade haviam sido mortos e que vários outros haviam recebido ameaças.

Em 2013, a ativista também ficou conhecida por denunciar os planos dos EUA de instalar em Honduras a maior base militar norte-americana em toda a América Latina. Em suas declarações, ela afirmava que a instalação seria "um projeto de dominação e colonização com o propósito de saquear os recursos dos bens comuns da natureza" na nação da América Central.

​Naquele ano, Cáceres falou à RT sobre a criação da base em seu país: 

"Os EUA, lembre-se, sempre usaram Honduras como uma plataforma para invadir outros povos irmãos, como aconteceu nos anos 1980 contra a Nicarágua. Desta vez, poderia ser a Venezuela", advertiu a ativista na ocasião.

Berta Cáceres era mãe de quatro filhos.

 

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