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Forças Amadas turcas descontentes com política do governo em relação à Síria

© AFP 2021 / ADEM ALTANPresidente turco Recep Tayyip Erdogan e oficiais turcos, Ancara, Turquia, 16 de outubro de 2014
Presidente turco Recep Tayyip Erdogan e oficiais turcos, Ancara, Turquia, 16 de outubro de 2014 - Sputnik Brasil
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A política que está sendo realizada pela Turquia em relação à Síria, em particular, as declarações das autoridades turcas sobre uma possível operação terrestre neste país, atingem diretamente as Forças Armadas sírias.

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Até o momento atual não havia informações sobre qualquer oposição contra a política turca na Síria entre os militares do país, mas o ex-chefe da Direção de Inteligência do Estado-Maior da Turquia, Ismail Hakki Pekin, disse em entrevista à Sputnik que tal oposição existe.

Pekin sublinhou que a Turquia age visando derrubar Assad e substituir o seu regime por um governo sunita. As Forças Armadas turcas seguem as ordens do seu comando.

“Estou seguro de que as Forças Armadas da Turquia não têm as mesmas intenções que Ancara. Essencialmente, são obrigadas a concretizar as ordens. Posso dizer com certeza que as Forças Armadas da Turquia nunca apoiam a ideia de realizar uma operação militar contra o país vizinho”.

O ex-chefe destacou que há oposição ao governo turco dentro das Forças Amadas do país.

“Há a compreensão de que a derrubada de Assad, na verdade, não resolverá o problema. Ao invés disso, este passo pode causar uma maior e mais prolongada instabilidade na região”, disse Pekin.

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Afirmou que é do interesse da Turquia consolidar o regime sírio, as suas posições por todo o país e a segurança na fronteira. Isso permitirá à Turquia garantir a sua segurança.

“Com certeza, há oposição dentro das Forças Armadas porque muitos compreendem que, ao invés de se envolver numa guerra inútil, muito cara e prolongada seria mais benéfico consolidar o regime sírio e afastar as hostilidades o mais longe possível das nossas fronteiras”, afirmou.

Ao mesmo tempo, Pekin disse que a invasão turca em Afrin e Azaz pode ter consequências muito negativas, nomeadamente confrontos com a Rússia. Na sua opinião, mesmo uma pequena operação terrestre na Síria pode levar a Turquia para um beco sem saída. Há sinais de que tal operação está sendo preparada. Por exemplo, são alteradas as regras de reação a ameaças externas. Se a “Turquia se atrever a dar este passo”, “as consequências serão irreversíveis”.

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