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Chancelaria: Rússia não bombardeia na Síria somente terroristas do Daesh

© Sputnik / Dmitriy Vinogradov / Abrir o banco de imagensCaça russo Su-24 decola da base aérea de Latakia, na Síria
Caça russo Su-24 decola da base aérea de Latakia, na Síria - Sputnik Brasil
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Em entrevista à RIA Novosti, o vice-ministro das Relações Exteriroes russo Oleg Syromolotov afirmou que a linha errada seguida pela Turquia e pela OTAN não ajuda a alcançar a vitória sobre o terrorismo.

É bem conhecido que as divergências sobre a Ucrânia levaram a que a OTAN tivesse suspendido o projeto conjunto com a Rússia de luta contra o terrorismo. Syromolotov afirmou que os parceiros ocidentais não estavam desde o início dispostos a cooperar com a Rússia. 

“Não se trata de atritos entre a Rússia e o Ocidente em relação aos desenvolvimentos na Ucrânia desde o fim de 2013, mas do fato de que os desenvolvimentos da crise neste país, o golpe de Estado, foram “construídos” por meio do envolvimento sistemático e insistente de parte de países ocidentais, liderados pelos EUA. Não devemos esquecer de que o resultado de tal intervenção levou ao reforço das forças extremistas e nacionalistas na Ucrânia, inclusive os apoiantes do nazismo e do fascismo. Tais condições não são as melhores para fazer avançar os esforços conjuntos de repelir ameaças terroristas e extremistas”, frisou.

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Na opinião do diplomata russo, é evidente que a confiança entre a Rússia e a OTAN se deteriorou bastante.

Syromolotov sublinhou que não é possível não reparar no comércio de petróleo em grande escala realizado através o território turco, sendo as autoridades turcas tolerantes para com este fato.

“Está claro aonde isso irá levar – à ameaça terrorista crescente na região e globalmente, inclusive ameaças à segurança do nosso próprio país”, disse Syromolotov.

Syromolotov disse que a Turquia se atola mais e mais nesta linha política errada, comete crimes militares.

“Estou falando do ataque traiçoeiro contra o avião militar russo envolvido na luta contra os terroristas. Por isso, <…> a hipótese de cooperação com a parte turca na luta contra o terrorismo, ou mesmo da revisão de Ancara da sua linha em relação aos terroristas na Síria e no Iraque, parecem nestas condições mais como frutos da fantasia do que a realidade”, disse.

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O que é mais importante, afirmou o diplomata russo, é que as ações militares contra os terroristas sejam legítimas, baseando no direito internacional, na Carta da ONU, nas decisões do Conselho de Segurança da ONU, que deve autorizar as operações conjuntas da comunidade internacional contra os terroristas.

“A coalizão anti-Daesh criada pelos americanos não tem tal legitimidade, não há nem uma sanção do Conselho de Segurança da ONU, nem um convite do governo legítimo sírio”, afirmou o diplomata.

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Quanto à investigação da queda do avião russo A321 na península do Sinai, Syromolotov afirmou que a Rússia não duvida que tenha sido um ataque terrorista. O Egito ainda não apresentou as conclusões finais sobre as razões do acidente mas  Moscou espera que colegas egípcios façam uma avaliação objetiva do que aconteceu. A Rússia e o Egito estão tomando medidas para melhorar a segurança do transporte aéreo.

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