'Um bom sinal' para a Síria

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O governo da Síria quer que uma solução do conflito que assola o país seja achada sem intervenção externa, afirmou neste sábado (30) o representante permanente da Síria na Organização das Nações Unidas (ONU), Bashar al-Jafaari.

Citado pelo jornal sírio Dampress, al-Jafaari disse, durante um encontro com o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, que Damasco está pronto para manter "diálogo" e procurar uma "solução política da crise".

A solução, como, segundo a publicação, sublinhou o representante permanente, deve ser "determinada pelo povo sírio sem intervenção externa".

Por sua parte, de Mistura concordou com a necessidade do início de um processo político gerido pelos próprios sírios.

O enviado especial para a Síria ressaltou também que ele espera a resposta dos grupos da oposição síria que tinham recebido convites para participar das negociações em Genebra, que, segundo várias estiamtivas, podem durar até seis meses.

Na sexta-feira, o Supremo Comitê para Negociações sírio (órgão da oposição responsável pelas negociações) teria declarado que viajaria à Suíça para participar do encontro "intersírio" após receber "garantias" dos Estados Unidos e da ONU.

De Mistura qualificou esta informação como "rumores" e recusou-se a comentá-los, destacando que só será possível falar disso ao se ter uma confirmação oficial.

"Mas é um bom sinal", frisou.

© REUTERS / Remo CasilliStaffan de Mistura, enviado especial das Nações Unidas para a Síria
Staffan de Mistura, enviado especial das Nações Unidas para a Síria - Sputnik Brasil
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Já o Departamento de Estado dos EUA emitiu, também na sexta-feira, uma declaração apelando a oposição síria a "estar presente nas negociações sem condições adicionais".

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Há uns dias, a capital da Arábia Saudita, Riad, acolheu o Supremo Comitê para Negociações, que tem estado mantendo reuniões a portas fechadas, sem comentar se vai participar das negociações em Genebra. A recusa de anunciar a sua decisão foi ligada a umas exigências a Damasco. As exigências incluem (ou incluíam) "questões humanitárias" como o fim do bloqueio de várias cidades pelas forças governamentais, a libertação dos presos e o fim de uso das assim chamadas "bombas de barril", supostamente usadas pelo exército sírio.

Staffan de Mistura afirmou que assuntos humanitários serão tratados durante as negociações.

O diálogo intersírio é considerado um passo importantíssimo no processo da pacificação do país, assolado por uma guerra civil desde 2011, agravada pela atuação dos grupos terroristas Daesh (também conhecido como "Estado Islâmico") e Frente al-Nusra.

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