Instituto Ron Paul: Obama sabia desde início a verdade sobre a oposição síria

© AP Photo / Gerald HerbertBarack Obama, presidente dos Estados Unidos (EUA)
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A Casa Branca sabia desde o início do conflito sírio que os responsáveis por incitar a guerra civil naquele país não eram nada "moderados" ou "democratas", a sua aproximação com os jihadistas tendo sido "premeditada" pela administração de Obama e voltada para depor Bashar Assad, garante o presidente do Instituto Ron Paul, Daniel McAdams.

"De acordo com os documentos da Inteligência de 2012, a administração de Obama esteve informada que os salafistas, a Irmandade Muçulmana e a Al-Qaeda eram as principais forças motoras dos rebeldes na Síria" – escreveu McAdams.

Segundo o analista, o aquiteto do plano da derrubada de Asssad foi o ex-embaixador dos EUA na Síria Robert Ford, que mantinha estreitos laços de cooperação com os chamados rebeldes moderados.

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Em seguida, destaca McAdams, foram encontradas provas de que a "ajuda beneficente de Washington acabava parando nas mãos de grupos jihadistas", o que forçou Ford a reconhecer que grande parte da oposição moderada estava desde o início ligada ao Daesh (Estado Islâmico) e à Al-Qaeda.

Em seu artigo, o analista do Instituto Ron Pau lembrou que numa entrevista feita em 2015, o chefe aposentado da inteligência militar dos EUA, Michael Flint, reconheceu que a parceria com os islamistas foi uma "decisão premeditada" da administração do Presidente Barack Obama.

"É de se admirar que a Síria tenha chegado à atual situação catastrófica, em que centenas de milhares de pessoas morreram na guerra?" – conclui McAdams.

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