BRICS: 'Não queremos uma revolução'

© AFP 2022 / ROBERTO SCHMIDTUma mulher indiana durante celebrações do Dia da República no estado indiano de Tripura, em 26 de janeiro de 2016
Uma mulher indiana durante celebrações do Dia da República no estado indiano de Tripura, em 26 de janeiro de 2016 - Sputnik Brasil
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Os países-membros do grupo BRICS tencionam "mudar as regras", disse Nandan Unnikrishnan, vice-presidente da fundação Observer Research, durante um evento no Centro Russo de Ciência e Cultura em Nova Deli, nesta quinta-feira (28).

Duas semanas antes da passagem da presidência do grupo à Índia (em 15 de fevereiro), a capital indiana sedia uma conferência dedicada às perspectivas dos BRICS.

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Para Unnikrishnan, que representa a Índia no Conselho de Centros Analíticos dos BRICS, o grupo "atingiu um nível de desenvolvimento que permite a todos os países-membros mudar as regras que regem o mundo contemporâneo".

O especialista lembrou que os BRICS são vistos, primeiro, como um grupo informal de economias emergentes que se esforçam para desenvolver. Mas "o [grupo] BRICS tornou-se algo muito maior do que um centro de investimentos. Se calhar, desde o início não era coisa de investimento", frisou.

Nisso, ele afirma ser diferente dos críticos, que costumam olhar os BRICS do ângulo financeiro, considerando as perspectivas de investimentos e se esquecendo do resto.

Aliás, também hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a entrada em vigor do novo sistema de quotas por país.

A quota dos BRICS atingiu 14,7%, ficando a 0,3% do montante que dá o direito de vetar as decisões dos sócios.

As regras

Então, qual é a estratégia para com as regras?

"Isso manifesta-se de maneiras diferentes. Por exemplo, vários países — o Brasil, a África do Sul, a Índia — tencionam tornar-se membros do Conselho de Segurança da ONU. Nós todos estamos a favor da reforma das regras do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Estamos no processo de criar o Banco dos BRICS", disse Unnikrishnan.

Contudo, ressaltou: "Nós não pensamos em transformar o mundo por completo. Não queremos uma revolução, senão uma evolução".

Eventos

O representante da Índia não deixou de ressaltar que o Conselho de Centros Analíticos dos BRICS irá convocar dois encontros internacionais, além de fóruns acadêmicos e uma reunião de jovens cientistas.

Além disso, a Índia sediará, durante a sua presidência no grupo, uma conferência digital e um evento dedicado à saúde. Este segundo terá lugar nos dias do ioga.

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