Turquia pode impedir negociações sírias para pressionar curdos

© AFP 2022 / Louisa GouliamakiUm homem prende a bandeira do Partido de União Democrática (PYD) dos curdos sírios.
Um homem prende a bandeira do Partido de União Democrática (PYD) dos curdos sírios. - Sputnik Brasil
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Na segunda-feira (25), o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura informou que as negociações diretas para a resolução interna do conflito sírio começam em 29 de janeiro em Genebra, Suíça.

Os convites foram enviados aos participantes nesta terça (26). 

Ontem já foi divulgada a informação que o líder do Partido de União Democrática (PYD), Salih Muslim, também foi chamado à mesa das negociações, apesar das objeções da Turquia. 

Segundo as fontes da Sputnik, na véspera Staffan de Mistura propôs ao líder dos curdos sírios retirar a sua candidatura como participantes das negociações em Genebra. Então Muslim respondeu: “Eu não apresentei a minha participação das negociações como a condição obrigatória. Deixa que aquele que insistia na sua própria participação retire a sua candidatura”. 

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Depois disso, de acordo com as fontes, Salih Muslim e Staffan de Mistura tiveram uma conversa telefônica, no decorrer da qual o enviado especial da ONU para a Síria acabou convidando o líder do PYD a Genebra. 

Respondendo à pergunta se a Turquia continuará as suas tentativas de privar os curdos da participação das negociações, outra fonte da Sputnik disse:

“Nas fileiras da oposição em Riad pode haver uma cisão. Já está madurando o grande descontentamento com a pressão causada pelos EUA e com o fato de que os líderes norte-americanos não tratam a oposição a sério. Quanto à Turquia, é muito provável que continue as suas tentativas de pressionar. Com certeza, os turcos terão dificuldades em alcançar algo após o convite do líder curdo a Genebra, no entanto, a situação pode mudar antes de que Muslim receba o convite oficial”.

Entretanto, a edição norte-americana Foreign Policy escreve que se o PYD for convidado, a Turquia pode boicotar a Genebra 3. Segundo o artigo, Washington já enviou as delegações compostas por altos funcionários à Turquia a Arábia Saudita para prevenir a sabotagem das negociações.

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