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'Paz Fria' rege relações entre Rússia e Ocidente, diz presidente búlgaro

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Não é mais a “guerra fria”, mas uma “paz fria” que constitui as atuais relações entre a Rússia e o Ocidente, segundo afirma o presidente búlgaro, Rosen Plevneliev.

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Falando nesta terça-feira (26) à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE), em Estrasburgo, Plevneliev cunhou a expressão “paz fria” para caracterizar uma suposta nova fase nas relações entre a Rússia e o Ocidente. Segundo o presidente da Bulgária, trata-se de uma conjuntura em que ninguém deseja um conflito militar, mas cuja retórica se assemelha à do período da Guerra Fria travada entre os EUA, de um lado, e a antiga União Soviética, de outro.

"Entramos em uma fase que eu chamo de paz fria. É paz porque ninguém quer ter uma guerra, e ninguém quer voltar ao tempo da Guerra Fria. Mas é paz fria, porque, infelizmente, estamos vendo elementos, retórica e propaganda dos tempos da Guerra Fria", observou Plevneliev, acrescentando que o "jogo" mudou na Europa devido à crise ucraniana.

De fato, as relações entre Moscou e o Ocidente — nomeadamente, os EUA, a União Europeia e seus aliados regionais – vêm se deteriorando desde 2014 em meio à crise na Ucrânia. O Ocidente, acusando o Kremlin de alimentar o conflito interno no país vizinho e de nutrir ambições expansionistas na região, já impôs várias rodadas de sanções contra a Rússia.

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Moscou, por sua vez, tem consistentemente negado as alegações ocidentais, denunciando, por outro lado, a crescente expansão da OTAN em direção às fronteiras russas.

Quanto à questão da Crimeia, o Kremlin sustenta que a reintegração da península ao território russo não constituiu um ato de agressão, como afirmam Kiev e seus aliados ocidentais, mas sim um caso prático do princípio de autodeterminação dos povos que compõe o direito internacional, já que a decisão de se separar da Ucrânia e de se unir à Rússia foi endossada por mais de 96% da população local, em referendo democrático acompanhado por observadores internacionais.

​ No entanto, em resposta às medidas restritivas ocidentais, a Rússia anunciou, em agosto de 2014, um embargo de um ano à importação de diversos produtos alimentícios provenientes de países que haviam adotado as sanções antirrussas. A proibição foi renovada por mais um ano desde então.

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