Havia vestígio estrangeiro no ataque à embaixada saudita no Irã?

© REUTERS / RH/AJ/YH/Chamas sobem a partir da embaixada da Arábia Saudita durante uma manifestação em Teerã
Chamas sobem a partir da embaixada da Arábia Saudita durante uma manifestação em Teerã - Sputnik Brasil
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Gholam-Hossein Mohseni-Eje'i, o porta-voz da Justiça iraniana, disse há uns dias que cem pessoas foram detidas após o ataque contra a embaixada da Arábia Saudita em Teerã. O funcionário destacou que a investigação está examinando todas as versões e não exclui um “vestígio estrangeiro”.

Teerã - Sputnik Brasil
Iranofobia: a Arábia Saudita tem medo de quê?
Os estrangeiros poderiam organizar o ato de agressão, tal ponto de vistas tem o entrevistado da Sputnik, Hossein Sheikholeslam, conselheiro do presidente do Majlis (parlamento iraniano) para os assuntos internacionais. 

De acordo com Sheikholeslam, o país já tem provas de que houve envolvimento de cidadãos estrangeiros no caso.

Hossein Sheikholeslam sublinhou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, condenou fortemente este crime e prometeu punir todos os culpados.

“Neste contexto eu queria fazer uma comparação com a atuação das autoridades sauditas quando ocorreu o incidente na vale de Mina quando na aglomeração de gente morreram 800 peregrinos, entre eles cidadãos iranianos. Até o momento, nenhum alto funcionário ou representante das autoridades sauditas pediu desculpa pelo acontecido e não admitiu que as forças da segurança tinham estado negligentes em relação aos cidadãos estrangeiros. Mais do que isso, as autoridades da Arábia Saudita culparam disso os próprios peregrinos”, destaca o conselheiro.

Por sua vez, o Irã promete punir os culpados. No entanto, Hossein Sheikholeslam fez lembrar que quando a embaixada iraniana foi atacada em Londres no decorrer da revolução islâmica, o Irã confiou a investigação à Grã-Bretanha e não se comportou de uma maneira agressiva.

“No entanto, o comportamento das autoridades sauditas não era nada tolerante, como devia ser. Parecia que eles sabiam e estavam esperando que tal caso acontecesse, para reagir de certa maneira: rompendo as relações diplomáticas. No resultado, a situação ficou muito tensa, o que não é bom para resolver uma série de crises na região”, disse o funcionário.

As relações entre o Irã e a Arábia Saudita deterioraram após a execução, em 2 de janeiro, de 47 pessoas por Riad, inclusive um proeminente clérigo xiita. Censurando esta ação, os manifestantes saíram às ruas do Irã, o maior país xiita, e atacaram a embaixada saudita na capital. Em resposta, Riad cortou as relações diplomáticas com Teerã.

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