Joe Biden na Turquia: quando palavras custam menos que a própria visita

© AFP 2022 / OZAN KOSEVice-presidente norte-americano Joe Biden e o primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu durante a conferência de imprensa em Istambul, Turquia, 23 de janeiro de 2016
Vice-presidente norte-americano Joe Biden e o primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu durante a conferência de imprensa em Istambul, Turquia, 23 de janeiro de 2016 - Sputnik Brasil
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O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, visitou a Turquia no fim da passada semana e realizou alguns encontros.

No fim da semana passada o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, chegou em visita a Istambul, onde realizou uma séria de encontros com a liderança do país, representantes de partidos políticos e organizações civis. Biden também se encontrou com jornalistas turcos e discutiu os assuntos de liberdade de expressão no país, a pressão sobre os acadêmicos e a situação no sudeste do país.

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A jornalista turca Asli Aydintasbas, que participou da reunião com Biden, compartilhou as suas ideias com a Sputnik.

“Na minha opinião, o fato de que tal reunião teve lugar e quem foi convidado é muito mais importante do que os assuntos discutidos”, afirmou Aydintasbas.

A jornalista disse que os encontros tiveram uma grande importância, um deles foi dedicado ao problema da liberdade de expressão e do jornalismo.

“Recentemente, os assuntos da liberdade de expressão, da violação de direitos humanos e da pressão sobre a mídia passaram a estar na primeira linha das relações turco-americanas. A posição da liderança turca em relação às liberdades democráticas enfraquece a Turquia e provoca a preocupação da América”, sublinhou Aydintasbas.

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A jornalista opina que a atitude turca relativamente à liberdade de expressão comprometeu o país nos olhos dos EUA e agora este perde a sua posição de aliado muito próximo dos EUA.

Um outro assunto discutido foi a situação no sudeste do país. Segundo Aydintasbas, os EUA têm uma posição dura em relação ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão. A retórica da América em relação à Turquia nos últimos tempos se parece com o paradigma dos anos 90, na base do qual estava a ideia de que é preciso levar a Turquia à democracia, de que os EUA necessitam da Turquia como aliado e não podem permitir que cause danos a si própria.

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