Turquia anuncia base militar na Somália

© AFP 2022 / ABDIWAHAB MOHAMEDO pôr-do-sol em 11 de agosto de 2015 em Mogadíscio, capital da Somália
O pôr-do-sol em 11 de agosto de 2015 em Mogadíscio, capital da Somália - Sputnik Brasil
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Depois de concordar, com Doha, a instauração de uma base militar no Qatar, Ancara anunciou que vai lançar mais uma base na Somália, com o intuito de treinar os militares de vários países africanos para combaterem o terrorismo.

A Somália é um país instável e é dividido de fato em vários Estados governados separadamente. O grupo terrorista al-Shabaab e os piratas que assolam as águas adjacentes ao Corno Africano são duas ameaças reconhecidas. Não só são ameaças à Somália, senão a vários países.

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Em uma entrevista à Sputnik Turkiye, Erdogan Karakus, chefe da Associação Turca de Militares Reformados, ressaltou que "há muito que existe a necessidade da instauração dessa base".

Karakus, que tem no seu histórico os cargos de chefe de várias agências e serviços militares da Turquia, lembrou da missão militar turca chefiada pelo general Cevik Bir, enviada à Somália em 1992 pelas Nações Unidas. Depois, Bir se tornou o comandante da UNOSOM II, contingente militar da ONU na Somália.

"Depois de ter cumprido as tarefas necessárias, foi tomada a decisão de abandonar a Somália. Mas depois <…> a Somália passou ao controle de vários grupos", reitera o ex-militar.

© AFP 2022 / MOHAMED ABDIWAHABSoldados depois de um atentado em Mogadíscio, capital da Somália, em 7 de novembro de 2015. O ataque a um hotel na capital foi reivindicado pelo al-Shabaab
Soldados depois de um atentado em Mogadíscio, capital da Somália, em 7 de novembro de 2015. O ataque a um hotel na capital foi reivindicado pelo al-Shabaab - Sputnik Brasil
Soldados depois de um atentado em Mogadíscio, capital da Somália, em 7 de novembro de 2015. O ataque a um hotel na capital foi reivindicado pelo al-Shabaab

Perguntado sobre a vantagem que uma base própria, e não conjunta com a ONU, pode trazer à Turquia, Karakus frisou que as águas somalianas são patrulhadas inclusive por "um ou dois" navios turcos.

O entrevistado reconhece que "os custos de manutenção da base serão consideráveis", mas "ao mesmo tempo, [a base] poderá reduzir os custos ligados ao abastecimento de combustível e à transportação de materiais indispensáveis para a patrulha militar nas águas da Somália".

Perguntado sobre o perigo de aumento do grau de violência por parte do al-Shabaab contra os turcos por causa da sua presença militar no país, Erdogan Karakus disse o seguinte: "Atualmente <…> nós estamos sofrendo com ataques por parte dos militantes do Daesh [grupo terrorista também conhecido como "Estado Islâmico"] e PKK [Partido dos Trabalhadores do Curdistão, isto é, o seu braço armado]. Estamos acostumados à atividade de terroristas. Mas de todos os modos, temos que combatê-los".

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