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Opinião: Mensagem de Putin aos judeus da Europa vem num momento muito oportuno

ENTREVISTA COM OSIAS WURMAN
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Ao receber no Kremlin lideranças da comunidade judaica do país e a cúpula do Congresso Judaico Europeu, o Presidente Vladimir Putin afirmou que “os judeus em situação desconfortável na Europa podem migrar para a Rússia, onde serão bem-vindos”.

No encontro, foram abordados a questão da crescente onda de antissemitismo na Europa e o desconforto que as comunidades judaicas do continente estão sentindo diante de sucessivas manifestações de preconceito, ódio e hostilidade. Foi então que, após ouvir seus interlocutores, Putin garantiu ao presidente do Congresso Judaico Europeu, Moshe Kantor, o ambiente amigável para os judeus na Federação Russa.

A respeito do discurso de Putin, o jornalista Osias Wurman, editor da newsletter Rua Judaica, cônsul honorário de Israel no Rio de Janeiro e ex-presidente da FIERJ (Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro), considerou que o presidente da Rússia “tem se mostrado um grande amigo dos judeus, do judaísmo e do Estado de Israel”.

“Indiscutivelmente, existe uma grande afinidade, uma simpatia calorosa entre o Presidente Putin e a comunidade judaica, e isso é espelhado pelo relacionamento que ele tem com Berel Lazar, rabino-chefe de Moscou”, diz o jornalista. “Isso já vem marcando a comunidade judaica não só da Rússia mas também de Israel, e em nível mundial.”

O cônsul honorário de Israel no Rio de Janeiro pensa que é muito importante o gesto de Vladimir Putin “no momento em que sinagogas, escolas, restaurantes e estabelecimentos comunitários judaicos nos principais países da Europa (como na França, na Alemanha e na Bélgica) têm que ser guardados por militares – em alguns lugares até armados de fuzis, de armas de guerra –, enquanto que na Rússia, em Moscou principalmente, nada disso existe, a vida judaica é normal, é descontraída, não precisa ser protegida porque é naturalmente benquista”.

Osias Wurman cita o Rei Salomão, “o homem mais sábio da época bíblica”, que disse que “não há nada de novo debaixo do sol, tudo se repete”.

“Ou seja”, explica o jornalista, “o clima de perseguição dos judeus na velha Europa se repete e os bons tempos do judaísmo na Rússia também se repetem. E temos grande esperança de que esse relacionamento flagrante que existe de boa vontade entre Putin e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, seja por longos anos, porque existe um interesse mútuo na paz, no equilíbrio, na tranquilidade do Oriente Médio, onde Israel é um farol de democracia e a Rússia, hoje, garante um equilíbrio na Síria para que se possa conter e eliminar os terroristas e os fundamentalistas do Estado Islâmico que vêm assolando aquela região com ramificações e células independentes em todo o mundo.”

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